Polícia
Publicado em 04/05/2026, às 07h26 - Atualizado às 07h28 Reprodução/Instagram/@delegadonico Bernardo Rego
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, comentou em entrevista coletiva no domingo (3), as respeito do estupro coletivo contra duas crianças que foi exposto nas redes sociais.
Segundo Gonçalves, que possui 45 anos de carreira, lamentou fato e disse que não conseguiu assistir ao vídeo do crime até o fim. "É uma cena inesquecível e terrível que me acompanhará por muito tempo", afirmou. "Mas a resposta foi rápida: a Doutora, o Júlio, o Pereira e todo o time foram brilhantes. Saíram do nada, sem imagens, e esclareceram tudo", acrescentou o secretário.
A polícia já conseguiu apreender três adolescentes envolvidos no caso e na prisão de um adulto que foi localizado na Bahia, mas segundo Nico Gonçalves, o rapaz deve chegar a São Paulo em breve. Além disso, um foragido de nome Cristian está em fase de negociação com a polícia para que se entregue e seja submetido às diligências cabíveis por parte da Justiça.
Segundo a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, responsável pela investigação, o caso repercutiu nas redes sociais, mas a ocorrência não tinha sido apresentada na delegacia.
"Assim que tomamos conhecimento, os investigadores saíram a campo, conseguiram localizar as vítimas, porque as vítimas estavam sendo pressionadas para não registrassem o boletim de ocorrência na delegacia. Embora na internet estivesse sendo divulgado os vídeos, a família não havia registrado o boletim."
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 21 de abril na comunidade de União de Vila Nova, Zona Leste de São Paulo. Os agressores gravaram o estupro de vulneráveis e compartilharam as imagens em uma rede social. Em um dos vídeos, de 63 segundos, as crianças choram, gritam e falam ao menos nove vezes "para" e cinco vezes "eu não quero".
Dois dos menores foram levados pelos próprios pais até o 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, responsável pela investigação. O terceiro adolescente foi apreendido no município de Jundiaí, no interior do estado.
As investigações apontam que os abusos foram filmados pelos próprios autores e compartilhados na internet. As imagens, segundo a polícia, mostram episódios de violência física e humilhação contra as vítimas. Diante da gravidade do conteúdo, ele não foi divulgado.
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