Política
O governo federal articula, nos bastidores, uma mobilização da base aliada para acelerar a transição no modelo de jornada de trabalho e encerrar a escala 6x1 em um prazo mais curto.
A ideia defendida pelo Planalto é que a mudança ocorra em até dois anos. Nesse modelo, haveria uma diminuição progressiva da carga semanal, passando das atuais 44 horas para 40 horas até 2028.
A proposta prevê cortes graduais ao longo do período, com ajustes anuais na jornada.
Representantes do setor de serviços e sindicatos patronais defendem uma transição mais longa, de quatro anos. O argumento usado é que um prazo estendido permitiria melhor adaptação do mercado de trabalho às mudanças.
Nesse cenário alternativo, a escala 5x2 só seria implementada em 2030, também com carga semanal de 40 horas.
Nos bastidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avalia que o período de quatro anos seria um prazo razoável para a transição.
Já o relator da comissão especial que analisa a proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou que trabalha com um texto que prevê a mudança em dois anos.
Motta deve se reunir nos próximos dias com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para alinhar o texto e evitar alterações durante a tramitação na outra Casa.
A expectativa é que a proposta de emenda à Constituição (PEC) seja aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional antes do início do período eleitoral.
*Com apuração da CNN Brasil
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