Polícia
Publicado em 14/05/2026, às 14h45 Foto: Divulgação/SSP Redação BNews São Paulo
A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (14) a Operação Eldorado contra uma quadrilha especializada em roubos de correntes de ouro na região central de São Paulo. O grupo atuava principalmente na Rua 25 de Março e na Ladeira Porto Geral.
No total, a operação cumpre 35 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão temporária em endereços da Zona Leste da capital paulista e nas cidades de Santo André, Carapicuíba e Francisco Morato, na Grande São Paulo.
Até o momento, 16 pessoas foram presas temporariamente. Nove delas foram detidas durante a ação desta quinta (14), enquanto outras sete já estavam presas pelo mesmo tipo de crime.
Durante a operação, policiais apreenderam joias, correntes de ouro e celulares.
Segundo a Polícia Civil e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a quadrilha possuía uma estrutura organizada com funções específicas para facilitar os roubos e dificultar a identificação dos envolvidos.
Os chamados “olheiros” identificavam vítimas distraídas usando correntes de ouro e repassavam informações aos assaltantes. Em seguida, os “puxadores” arrancavam os objetos das vítimas e fugiam.
Outros integrantes, conhecidos como “paredes”, cercavam as vítimas para impedir a visão de testemunhas, atrapalhar perseguições e indicar direções falsas. Um dos líderes do grupo, que exercia essa função, foi preso em Santo André.
Após os roubos, as joias eram entregues a integrantes responsáveis pelo apoio logístico, que retiravam os objetos do local para evitar flagrantes.
De acordo com a investigação, as correntes roubadas eram encaminhadas a uma rede de receptadores instalada em estabelecimentos comerciais da região da Sé.
Os receptadores compravam as joias e derretiam o ouro para dificultar a identificação da origem das peças. Cinco integrantes desse núcleo foram presos.
As investigações são conduzidas pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) desde janeiro. Pelo menos dez boletins de ocorrência já identificaram a participação dos investigados.
“Conseguimos desarticular uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções desde a abordagem até a receptação”, afirmou o delegado Ronald Quene Justiniano, titular da 1ª Cerco.
Os presos devem responder por receptação, associação criminosa, roubo e corrupção de menores.
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