Polícia

Operação contra o tráfico de drogas do PCC mira 'Diabo Loiro', ex-padrasto de MC Ryan

Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados  |  Reprodução/SSP-SP

Publicado em 08/05/2026, às 07h44   Reprodução/SSP-SP   Redação BNews São Paulo

Uma operação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (8) pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo contra lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

O principal alvo é o influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, suspeito de envolvimento em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.  Magrini é ex-padrasto do MC Ryan, preso na Operação Narco Fluxo. As informações são do G1.

Com a utilização de sócios "laranjas", empresas do ramo de transporte e de rodeios movimentaram recursos financeiros de origem criminosa.

O filho de Eduardo Magrini, Mateus Magrini, também é investigado e é alvo das buscas. Ele é suspeito de movimentar recursos ilícitos por meio de uma empresa do ramo musical. De acordo com as investigações, as relações familiares corroboram com a tese de que o núcleo familiar de Eduardo Magrini tenha ações voltadas à lavagem de dinheiro.

A operação Caronte cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga, em ação conjunta entre o Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD) da 1ª DIG – DEIC Campinas e Gaeco de Campinas.

Perfil de Eduardo Magrini

Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, foi preso em outubro de 2025 como parte da operação que mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil.

Ele é apontado como um membro importante do PCC. Segundo o MP, Magrini está envolvido na prática de crimes há cerca de 30 anos, acumulando condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos, por exemplo, desde 1998.

Foi decretado pela Justiça o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados, o bloqueio de veículos e outros bens.

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