Polícia

Operação da PF prende pastor Márcio Poncio e mira suposto esquema ligado ao CV

Além de Márcio Poncio, ex-deputados e contraventores são alvos da Operação Unha e Carne, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro no RJ  |  Foto: Reprodução/Instagram

Publicado em 02/07/2026, às 11h16   Foto: Reprodução/Instagram   Redação BNews São Paulo

O pastor Márcio Poncio está entre os presos na quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro.

A ação investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de operações policiais para integrantes do Comando Vermelho (CV).

Márcio Poncio (Foto: Reprodução/Instagram)

Operação mira políticos e contraventor

Além de Poncio, a operação teve como alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que já está preso, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

No total, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu três mandados de prisão, 14 de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.

As diligências foram realizadas nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

PF apura lavagem de dinheiro e ligação com agentes públicos

Segundo a Polícia Federal, esta quinta fase da investigação busca aprofundar a apuração de um suposto esquema de lavagem de dinheiro comandado por integrantes da nova cúpula do jogo do bicho, além de possíveis ramificações envolvendo membros dos poderes Executivo e Legislativo do estado.

As investigações avançaram após a apreensão de documentos que apontariam ligações entre autoridades e integrantes do crime organizado.

O material inclui registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e anotações relacionadas à movimentação financeira do esquema.

Agora, as autoridades analisam o fluxo de recursos para identificar beneficiários, intermediários e operadores envolvidos.

Defesas negam irregularidades

A defesa de Adilsinho afirmou, em nota à imprensa, que rejeita qualquer acusação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos.

Já a defesa de Marco Antônio Cabral declarou que o cliente nega “de forma categórica” qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou recebimento de recursos de origem ilícita.

Classificação Indicativa: Livre


TagsPrisãoOperação Unha e CarneMárcio Poncio

Leia também


Nunes afirma que revitalização do Centro de SP seguirá sem prazo para terminar


Racismo dispara na Copa do Mundo e Fifa revela aumento de 13 vezes nas redes