Polícia
Publicado em 22/09/2026, às 16h42 Foto: Divulgação/IBSP Marina do Val
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Arguto II, com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção envolvendo policiais rodoviários, empresários e empresas de transporte em São Paulo.
Ao todo, os agentes cumprem seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça na capital paulista e nos municípios de Guarulhos e Santa Isabel.
Segundo as investigações, o esquema consistia no pagamento de vantagens indevidas a policiais para que veículos de carga e caminhões obtivessem facilidades ou evitassem fiscalizações severas nas rodovias paulistas.
A nova fase é fruto da análise de materiais recolhidos durante a primeira etapa da Operação Arguto. A perícia em dispositivos eletrônicos apreendidos anteriormente revelou trocas de mensagens e diálogos que indicavam diretamente a negociação e a quitação de propinas.
Entre os crimes apurados na investigação estão a corrupção passiva e ativa, envolvendo o recebimento e a oferta de propina entre agentes e representantes do setor de transportes, além de lavagem de dinheiro, referente às tentativas de ocultar a origem dos valores ilícitos movimentados.
O material recolhido nesta nova rodada de buscas passará por análise para mapear a extensão total da rede criminosa e identificar a participação individual de cada investigado.
O livre trânsito de veículos irregulares ou com excesso de peso, obtido por meio da liberação facilitada, compromete a conservação do asfalto, aumenta o risco de acidentes e gera concorrência desleal no setor logístico.
Além disso, a facilitação da passagem por postos de controle pode acobertar o transporte ilícito de mercadorias sem a devida documentação fiscal ou vistoria de segurança.
Com a execução dos novos mandados judiciais, a Polícia Federal busca identificar outros integrantes da rede criminosa e mapear a destinação do patrimônio oriundo do esquema ilícito.
A perícia nos computadores e celulares apreendidos nesta fase ajudará a quantificar os valores movimentados e determinar por quanto tempo a estrutura operou nas rodovias de São Paulo.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder criminalmente com penas de reclusão, perda do cargo público no caso dos agentes estatais e o bloqueio de bens obtidos por meios ilegais.
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