Polícia
Publicado em 07/05/2026, às 12h09 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Marcela Guimarães
Nesta quinta-feira (7), a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram duas operações simultâneas para desarticular um esquema bilionário de fraudes tributárias envolvendo empresas, consultorias, escritórios de advocacia e servidores públicos.
As investigações apontam o uso de créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como “títulos podres”, para compensar indevidamente tributos federais.
Segundo os órgãos responsáveis, o esquema teria causado prejuízo estimado em cerca de R$ 770 milhões aos cofres públicos.
De acordo com os investigadores, o grupo atuava por meio de consultorias tributárias, empresas de fachada e escritórios de advocacia, oferecendo supostas soluções para diminuir ou quitar dívidas fiscais.
Com o avanço das apurações, surgiram indícios de participação de servidores públicos em práticas de estelionato e lavagem de dinheiro.
A organização também utilizaria mecanismos para ocultar recursos, incluindo contas de terceiros, empresas interpostas e movimentações financeiras pulverizadas.
A Operação Consulesa, em sua segunda fase, cumpre 29 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva.
As ações ocorrem em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, incluindo Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo as autoridades, os desvios investigados nessa frente chegam a aproximadamente R$ 670 milhões.
Já a Operação Títulos Podres cumpre 40 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão.
Entre os investigados estão lideranças do esquema, operadores financeiros e pelo menos dez advogados. Nessa operação, o prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 100 milhões.
A Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em bens e valores para garantir possível ressarcimento ao erário.
As operações têm como foco interromper as atividades da organização criminosa, preservar provas, recuperar ativos e responsabilizar os envolvidos.
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