Polícia

Operação mira grupo que extorquia passageiros no Aeroporto de Guarulhos

Grupo oferecia falsas corridas de táxi e aplicativo no Aeroporto Internacional de Guarulhos e exigia pagamentos muito acima dos valores praticados  |  Foto: Reprodução/GRU Airport

Publicado em 19/06/2026, às 12h25   Foto: Reprodução/GRU Airport   Marcela Guimarães

A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (19), a Operação Rapere para desarticular uma associação criminosa suspeita de extorquir passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Até o momento, três pessoas foram presas temporariamente, segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

No total, a Justiça expediu seis mandados de prisão e seis de busca e apreensão, cumpridos em endereços localizados em Guarulhos e na capital paulista, nos bairros de Itaquera, São Miguel Paulista e Capão Redondo.

Foto: Divulgação/SSP-SP

Investigação começou após denúncias

As investigações tiveram início a partir da análise de cerca de 30 boletins de ocorrência relacionados à atuação dos chamados “arrastadores”, grupo conhecido por abordar passageiros nas áreas de desembarque oferecendo falsas corridas de aplicativo ou táxi.

Segundo a polícia, as vítimas eram coagidas a realizar pagamentos muito acima dos valores comuns.

Durante as apurações, os investigadores identificaram pelo menos seis integrantes do grupo e localizaram sete vítimas, incluindo pessoas que moram em outros estados e até no exterior.

Imagens obtidas pela equipe de investigação também registraram a atuação dos suspeitos dentro do aeroporto.

Atuação recorrente contra turistas e idosos

De acordo com o delegado Luiz Romani, responsável pela operação, o grupo atuava com frequência no principal terminal aéreo do país.

Segundo ele, os suspeitos causavam prejuízos e insegurança principalmente a idosos, turistas e estrangeiros que desembarcavam em São Paulo. A expectativa da polícia é que a operação represente um marco no combate a esse tipo de crime no local.

Investigações continuam

A Polícia Civil informou que as diligências seguem para localizar os demais investigados. A corporação também apura a possível participação dos suspeitos em outros crimes, como estelionato e novas práticas criminosas contra passageiros.

Batizada de Rapere (termo em latim que significa “roubar”), a operação busca encerrar a atuação de um grupo que se tornou alvo frequente de reclamações e denúncias nos últimos anos.

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