Polícia
Publicado em 25/06/2026, às 07h30 Foto: Magnific/prostooleh Andrezza Souza
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal realizaram nesta terça-feira (23) uma operação nacional de combate à comercialização de cigarros eletrônicos. Batizada de Operação Rede de Fumaça, a ação resultou na apreensão de mais de 25 mil dispositivos eletrônicos para fumar em diferentes regiões do país.
Além dos cigarros eletrônicos, as equipes também recolheram mais de 107 mil maços de cigarros convencionais contrabandeados durante as fiscalizações.
Segundo a Anvisa, o objetivo da operação foi reduzir a oferta de produtos irregulares no mercado brasileiro e reforçar as ações de proteção à saúde pública.
Os dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos popularmente como cigarros eletrônicos ou vapes, têm comercialização proibida no Brasil.
A restrição está prevista na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024, que veta a fabricação, importação, armazenamento, transporte, distribuição, venda e propaganda desses produtos em território nacional.
De acordo com a agência reguladora, a medida busca reduzir os riscos associados ao consumo desses dispositivos, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.
A Anvisa destaca que os cigarros eletrônicos têm despertado preocupação crescente devido ao aumento do uso entre os jovens.
Segundo a agência, fabricantes e distribuidores costumam direcionar estratégias de marketing para esse público, o que pode contribuir para a iniciação ao consumo de produtos derivados do tabaco.
Estudos citados pelo órgão apontam que usuários de cigarros eletrônicos apresentam maior probabilidade de migrar posteriormente para o consumo de cigarros convencionais quando comparados a pessoas que nunca utilizaram esses dispositivos.
A Operação Rede de Fumaça faz parte das ações de fiscalização voltadas ao combate do comércio de produtos proibidos e sem autorização sanitária.
A expectativa da Anvisa é que iniciativas desse tipo contribuam para reduzir a circulação de cigarros eletrônicos no mercado nacional e reforcem o cumprimento da legislação vigente.
A agência orienta consumidores a evitarem a compra de produtos comercializados de forma irregular e reforça que denúncias sobre venda de cigarros eletrônicos podem ser encaminhadas aos órgãos responsáveis pela fiscalização.
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