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Padre é preso suspeito de estupro no litoral de SP; homem possui condenação por abuso de criança

Padre é preso em Praia Grande, SP; religioso já havia sido condenado a 12 anos de prisão por abuso de uma criança de 10 anos  |  Foto: Polícia Civil e Redes sociais

Publicado em 09/09/2026, às 07h20   Foto: Polícia Civil e Redes sociais   Natane Ramos

Na noite da última sexta-feira (4), o padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso em Praia Grande, no litoral de São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável. O líder religioso já havia sido condenado por crime sexual contra uma criança em Franca (SP).

Em julho de 2009, o padre foi condenado a 12 anos de prisão em regime inicialmente fechado, pelo estupro e atentado violento ao pudor contra uma menina de 10 anos. A sentença foi proferida pelo juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, da 3ª Vara Criminal de Franca. Na época, Julecino integrava o clero da Diocese de Santo Amaro, na capital.

De acordo com o Ministério Público de Franca, o crime ocorreu em janeiro de 2006 mas só foi levado à polícia em outubro daquele ano, após a criança relatar o abuso a uma prima.

Padre preso suspeito de estupro | Foto: Reprodução / redes sociais / Polícia
Padre preso suspeito de estupro | Foto: Reprodução / redes sociais / Polícia

Novo caso de estupro

O padre foi preso por agentes da DDM de Praia Grande, após decisão da Justiça. As vítimas recebem medidas de proteção, entre elas a proibição do suspeito de aproximação a menos de 300 metros e de qualquer tipo de contato.

Uma jovem de 19 anos declarou que o religioso oferecia bebidas alcoólicas a ela e ao namorado, de 18 anos, ambos coroinhas, na Casa Pime, em Praia Grande, igreja que Jucelino administrava. 

Defesa do padre e igreja se manifestam

Em nota ao g1, o advogado João Paulo Silva Rocha, que representa a defesa do padre, afirmou que a prisão tem  "natureza temporária e exclusivamente cautelar, não representando condenação ou reconhecimento de culpa".

Sobre a condenação anterior pelo estupro da criança, o advogada declara que: "foram devidamente resolvidos, com as respectivas sanções integralmente cumpridas e extintas, inexistindo qualquer pendência executória".

"Eventuais processos anteriores e a investigação atual são juridicamente distintos", acrescentou na nota.

A Diocese de Santos também se manifestou afirmando confiar no trabalho da Justiça e reforçando que adotará as providências canônicas cabíveis. 

Jucelino foi nomeado administrador da paróquia e coordenador de pastoral na Região Grajaú, ainda na Diocese de Santo Amaro em 2008, quando a ação penal contra o padre ainda tramitava em Franca.

A paróquia emitiu um documento que aponta a atuação do padre entre os anos de 2011 e 2015 e não registra novas nomeações entre  2015 e agosto de 2020.

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