Polícia
Publicado em 13/10/2026, às 07h29 Foto: Divulgação/Governo de SP Tatiana Ribeiro
Quatro pessoas da mesma família foram presas nesta segunda-feira (12), na zona leste de São Paulo, suspeitas de envolvimento na morte de uma recém-nascida e na ocultação do corpo. Entre os detidos estão os pais da criança, a avó e a bisavó. Segundo a Polícia Civil, o pai e a mãe da menina admitiram participação no crime durante as investigações.
De acordo com os investigadores, André Dias Cardozo Jo, pai da criança, confessou ter asfixiado a recém-nascida. A companheira dele, Maryana Luysa dos Santos Cunha, mãe da menina, teria participado do crime e ajudado a ocultar o corpo. As identidades dos outros dois familiares presos não foram detalhadas no relato divulgado.
O corpo da bebê foi encontrado dentro de uma sacola plástica deixada no banheiro de uma casa. Até o momento, a Polícia Civil não esclareceu se o imóvel onde a criança foi localizada pertencia à família. As circunstâncias da morte e a participação de cada um dos envolvidos são apuradas pelas autoridades.
Após as prisões, a polícia solicitou à Justiça a conversão das detenções em prisões preventivas. O pedido ainda está sob análise judicial. A medida busca manter os investigados presos durante o andamento do processo, conforme os fundamentos apresentados pela investigação.
A apuração teve início depois que os cinco envolvidos apresentaram versões contraditórias sobre o caso. Diante das divergências, os investigadores passaram a verificar as circunstâncias do nascimento da criança e o que ocorreu nas horas seguintes.
O delegado Luan Pereira de Andrade Negão acompanhou os exames realizados no corpo da recém-nascida e também esteve no hospital onde a mãe deu à luz. Os procedimentos periciais foram considerados importantes para esclarecer se a menina nasceu com vida.
Os exames indicaram que a criança respirou após o nascimento, resultado que contraria uma das versões apresentadas pelos suspeitos, segundo a qual a recém-nascida teria nascido sem vida. A constatação contribuiu para o avanço das investigações e para o aprofundamento dos questionamentos aos envolvidos.
Durante os depoimentos, os pais teriam confessado o crime, conforme informações da Polícia Civil. Os investigadores também reuniram elementos relacionados à ocultação do corpo e às tentativas de explicar o que havia acontecido com a menina.
Relatórios policiais apontam ainda que Geni e Luciana, identificadas como mãe e avó de Jo, teriam alterado a cena do crime. A suspeita de interferência no local passou a integrar a investigação sobre a conduta dos familiares após a morte da criança.
A Polícia Civil apura a participação individual dos envolvidos, incluindo as circunstâncias em que o corpo foi ocultado e as possíveis tentativas de dificultar a descoberta do ocorrido.
O caso segue sob investigação. A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido de conversão das prisões em preventivas.
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