Polícia

Pai preso por maus-tratos escondia existência do filho de 11 anos, dizem vizinhos

Vizinhos dizem que homem nunca mencionou o menino de 11 anos encontrado morto e acorrentado no Itaim Paulista; pai confessou o crime e foi preso  |  Foto: Reprodução

Publicado em 13/05/2026, às 13h56   Foto: Reprodução   Marcela Guimarães

Moradores da rua onde um menino de 11 anos foi encontrado morto e acorrentado dentro de uma casa no Itaim Paulista, bairro na Zona Leste de São Paulo, afirmam que não sabiam da existência da criança.

Segundo os vizinhos, o pai do garoto dizia ter apenas dois filhos e nunca mencionava o menino mais velho.

Em entrevista à TV Globo, uma dona de casa afirmou que acreditava que o homem tivesse somente duas crianças. “Era essa menininha e um menino de dois anos. Essa menina de 8 [anos]”, disse.

Ao ser questionada sobre o garoto de 11 anos, respondeu que nunca ouviu falar dele. “Nunca foi falado. Ele nunca tocou em momento nenhum que tinha outro filho”, contou ela.

Menino foi encontrado acorrentado ao pé da cama

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o pai da vítima, Chris Douglas, de 52 anos, foi preso em flagrante na noite da última segunda-feira (11). Sob suspeita de maus-tratos, a Polícia Militar foi acionada após a morte do menino.

O corpo da criança foi encontrado dentro da casa da família, acorrentado ao pé da cama. O próprio pai acionou o Samu.

Quando a equipe chegou ao imóvel, o menino já estava morto. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Caso foi registrado como tortura no 50º DP (Itaim Paulista) (Foto: Reprodução/Google Maps)

Polícia investiga tortura e maus-tratos

De acordo com as autoridades responsáveis, o homem confessou que mantinha o filho preso e afirmou que a família tinha conhecimento da situação. O caso foi registrado como tortura no 50º Distrito Policial (Itaim Paulista).

Kratos apresentava sinais compatíveis com maus-tratos, incluindo hematomas nos braços, pernas e mãos. Em depoimento, o pai alegou que prendia o menino porque ele costumava fugir de casa.

Além do suspeito, a madrasta, a avó paterna e outras duas crianças moravam na residência, localizada nos fundos de um imóvel.

A perícia apreendeu objetos eletrônicos e a corrente de metal utilizada para prender a vítima. Segundo o boletim de ocorrência, a casa também possuía câmeras de segurança, que serão analisadas.

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