Polícia
Publicado em 05/08/2026, às 18h00 Foto: Reprodução/Instagram Amanda Ambrozio
A empresária Eliane Alves dos Santos, ré pela morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, será transferida nesta quarta-feira (5) para o presídio feminino de Tremembé, no interior de São Paulo.
A informação foi confirmada pela defesa da empresária, que está presa desde 10 de julho na cadeia pública de Caraguatatuba e aguardava uma vaga no sistema prisional.
O namorado de Eliane, Irimar Castilho, também denunciado pelo Ministério Público, já foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, por ser policial militar da reserva.
Já Magno dos Santos Neri Barbosa, sobrinho da empresária, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira e teve a prisão mantida pela Justiça. Segundo o Tribunal de Justiça, não foram identificadas irregularidades no cumprimento do mandado.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, Berenice foi assassinada dentro da caminhonete de Eliane enquanto o grupo trafegava pela Rodovia Rio-Santos, em Ubatuba.
Segundo o g1, Magno dirigia o veículo, a cozinheira ocupava o banco do passageiro e Eliane estava no banco traseiro, de onde teria efetuado os disparos. A versão contraria o depoimento da empresária, que afirmou ter deixado a vítima em um trevo da cidade.
O corpo de Berenice foi encontrado 17 dias após o desaparecimento, em uma área de mata de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro.
As investigações também apontam uma tentativa de ocultação de provas.
Entre os elementos reunidos estão pesquisas feitas no celular de Eliane sobre como desmontar e limpar um veículo, além da troca e descarte de aparelhos celulares e da retirada do HD do sistema de monitoramento do local onde a vítima trabalhava.
Os três acusados respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
A defesa de Irimar Castilho afirma que ele é inocente e sustenta que documentos e dados de geolocalização do celular indicam que ele estava em outra região de Ubatuba no momento do crime.
Já a defesa de Eliane informou que assumiu o caso nesta quarta-feira e que ainda não teve acesso integral aos autos, motivo pelo qual não comentará o mérito da acusação neste momento.
Os advogados de Magno declararam que o investigado permanecerá à disposição das autoridades e continuará colaborando com as investigações.
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