Polícia
Publicado em 25/06/2026, às 14h04 Foto: Reprodução/Instagram Amanda Ambrozio
Os corpos encontrados três dias após uma tentativa de sequestro de um menino de 9 anos, na Zona Leste de São Paulo, foram identificados como sendo de Carolyn Del Carmen Cedeno Cedeno, de 38 anos, mãe da criança, e do auxiliar de enfermagem Hamilton Coelho de Resende, de 53 anos.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que os dois tenham sido mortos após um suposto “tribunal do crime”.
A suspeita surgiu após Hamilton ser acusado de tentar levar o garoto à força com a ajuda de Lucas Nunes de Almeida, de 31 anos.
O caso, que começou como uma tentativa de rapto, passou a envolver investigações sobre homicídios, agressões e possíveis crimes contra crianças.
As autoridades apuram as circunstâncias da tentativa de sequestro, as mortes de Carolyn e Hamilton e a participação de Lucas no episódio.
Segundo o portal Metrópoles, os laudos necroscópicos ainda devem confirmar oficialmente as causas das mortes.
Segundo o depoimento do taxista Robert de Souza Guimarães, Hamilton e Lucas seguiram até o endereço onde o menino estava.
Um deles desceu do carro, pegou a criança à força e tentou colocá-la no veículo. O motorista desconfiou da situação e manteve o carro parado. Depois, moradores cercaram o veículo e agrediram os suspeitos.
Carolyn era venezuelana e vivia no Brasil há cerca de oito anos. Ela e Hamilton se conheciam desde o período em que frequentavam uma ocupação no centro de São Paulo.
A investigação apura se Hamilton teria feito acusações contra Carolyn durante as agressões sofridas após a tentativa de rapto, o que teria motivado a localização e morte da mãe do menino.
Os corpos foram encontrados no dia 19 de junho, na Rua Keia Nakamura, na Zona Leste. Os laudos ainda devem confirmar a causa das mortes, mas a suspeita é de que tenham ocorrido após agressões.
A filha de Hamilton reconheceu o pai em um vídeo que mostrava duas pessoas sendo agredidas sob acusações de pedofilia. Lucas foi localizado na região central de São Paulo e admitiu participação na tentativa de levar a criança.
Os filhos de Carolyn passaram a ser acompanhados por uma rede de proteção. Três crianças foram encaminhadas para um abrigo, enquanto uma adolescente de 14 anos ficou sob acompanhamento de uma família tutora.
A Polícia Civil segue na investigação do caso.
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