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PMs acusados de matar sargento de Franca vão a julgamento nesta terça-feira

Capitão e cabo da Polícia Militar são acusados de homicídio qualificado após a morte do sargento Rullian em quartel em São Paulo  |  Foto: Reprodução/EPTV

Publicado em 15/09/2026, às 07h16   Foto: Reprodução/EPTV   Natane Ramos

Nesta terça-feira (15), o Tribunal de Justiça Militar julga um capitão e um cabo da Polícia Militar acusados de matar o sargento Rullian Ricardo da Silva, que faleceu aos 40 anos.

A vítima foi baleada dentro de um quartel em São Paulo em 2023 após uma discussão por causa de escala de trabalho. O capitão Francisco Laroca e o cabo Fabiano Rizzo foram denunciados por homicídio qualificado, por se aproveitarem da condição de militares para praticar o crime e por fraude processual.

A audiência na 4ª Auditoria Militar está marcada para esta terça-feira (15) a partir das 14h. O conselho especial de justiça (CEJ) é formado por um tenente e três majores da Polícia Militar. As defesas dos acusados alegam que os clientes agiram em legítima defesa.

Foto: Sargento baleado por PMs | Reprodução / redes sociais
Foto 1: Sargento baleado por PMs | Foto 2: Capitão acusado de matar sargento | Reprodução / redes sociais

Morte no quartel

A vítima trabalhava há 17 anos na corporação. Rullian era de Franca e foi morar em São Paulo após receber a promoção para sargento na capital. Apesar de estar contente com a mudança, o PM estava insatisfeito com a desorganização das escalas de trabalho dos colegas.

No feriado da Páscoa de 2023, o sargento deveria ter folga e tinha planos de visitar a família em Franca. Mas foi surpreendido após o capitão Francisco Laroca comunicar de última hora que ele deveria assumir o plantão do final de semana.

O sargento e Laroca começaram a discutir no alojamento da Polícia Militar, em São Paulo, sobre a mudança na escala. O Comando da PM chegou a declarar que a vítima teria sacado uma arma e que o capitão agiu em legítima defesa.

No entanto, a família de Rullian questionou a versão do ocorrido. "A defesa vai ter que provar que foi uma legítima defesa, mas essa legítima defesa não encontra força em nada que foi feito na investigação durante esses três anos", afirma Pâmela Stradioti, advogada da família da vítima, que atua na acusação.

Classificação Indicativa: Livre


TagsPMsargentoJustiça militarRullian Ricardo da Silvaquartel

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