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Polícia Civil de SP investiga esquema de ingressos falsos para show de rock; entenda

Operação mira grupo suspeito de aplicar golpes com sites fraudulentos e empresas de fachada na venda de entradas para apresentação do Iron Maiden  |  Foto: Ciete Silvério/Governo de SP

Publicado em 15/01/2026, às 12h14   Foto: Ciete Silvério/Governo de SP   Ana Caroline Alves

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (15), uma operação para acabar com um esquema de venda de ingressos falsos para shows de rock, com foco em entradas para uma apresentação da banda britânica Iron Maiden.

A ação foi conduzida pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas) e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Tatuapé, na zona leste da capital, e em Guarulhos, na Grande São Paulo.

As investigações apontam que os suspeitos atuavam de forma organizada, utilizando empresas recém-criadas e sites fraudulentos que imitavam plataformas oficiais de venda de ingressos. O objetivo era induzir consumidores ao erro e receber pagamentos via Pix, sem entregar os ingressos comprados, as informações são do Governo de São Paulo.

Golpe começou com denúncia de vítima lesada

O caso veio à tona em dezembro, após uma vítima procurar a delegacia relatando ter pago R$ 690 por um ingresso que nunca recebeu.

Segundo o depoimento, o comprador acreditava estar em um site legítimo, mas descobriu que a página era falsa e apenas simulava a identidade visual da plataforma original.

A apuração policial revelou que o valor foi direcionado a uma empresa intermediadora de pagamentos, que não realizou o bloqueio nem o estorno da quantia mesmo após a notificação da fraude.

Divulgação: SSP

Operação “Fear of the Pix” apreende bens e documentos

Batizada de Operação Fear of the Pix, em referência ao álbum lançado pelo Iron Maiden em 1992, a ofensiva policial contou com autorização do Poder Judiciário para o cumprimento dos mandados. Durante as buscas, foram apreendidos 13 relógios, três veículos de luxo, cerca de R$ 11 mil em dinheiro, seis computadores e diversos documentos, que agora passam por análise detalhada.

O caso foi registrado como associação criminosa voltada à prática de estelionato eletrônico. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema.

Classificação Indicativa: Livre


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