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Polícia de São Paulo apreende 90 mil remédios ilegais para emagrecer

Operação em Santo André encontrou injetáveis sem receita e insumos vencidos; caso é tratado como crime contra a saúde pública  |  Foto: Divulgação/Governo de SP

Publicado em 21/02/2026, às 12h00   Foto: Divulgação/Governo de SP   Redação BNews São Paulo

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na apreensão de aproximadamente 90 mil ampolas e frascos de medicamentos para emagrecimento em Santo André, no ABC Paulista.

A ação ocorreu na quinta-feira (19) e terminou com a prisão em flagrante de um homem de 26 anos, apontado como responsável por uma farmácia de manipulação que atuava de forma clandestina.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente, vinculada à Seccional de Santo André. O inquérito foi instaurado após suspeitas de comercialização irregular de medicamentos injetáveis voltados à perda de peso.

Estoque irregular e falta de prescrição

Durante a vistoria no imóvel, os policiais localizaram cerca de 84 mil ampolas e frascos armazenados em câmara fria, além de outras 5,3 mil unidades mantidas fora de refrigeração adequada.

Segundo o boletim de ocorrência, nenhum dos produtos estava vinculado a prescrição médica individualizada ou identificação de paciente, exigências previstas pelas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para medicamentos manipulados.

A ausência de controle e rastreabilidade levantou suspeitas sobre a destinação dos produtos e os riscos à saúde dos consumidores.

Insumos vencidos e investigação

Os agentes também encontraram matérias-primas e insumos com prazo de validade expirado, alguns vencidos entre novembro de 2025 e fevereiro deste ano. Parte das substâncias estava fracionada sem identificação apropriada, além de sanitizantes e outros materiais utilizados na produção dos medicamentos fora das especificações exigidas.

O caso foi registrado como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto terapêutico ou medicinal. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar possíveis compradores e apurar a extensão da distribuição dos medicamentos irregulares.

Classificação Indicativa: Livre


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