Polícia
Publicado em 19/03/2026, às 11h26 Foto: Reprodução/ SSP -SP Nathalia Quiereguini
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na apreensão de milhões de produtos falsificados que estavam escondidos em um conjunto de casas na região do Brás, no centro da capital paulista.
A ação foi realizada por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e revelou um esquema estruturado de armazenamento e distribuição de mercadorias ilegais.
Segundo a investigação, o local funcionava como uma espécie de “vila da pirataria”, utilizada para guardar grandes volumes de produtos falsificados antes de serem distribuídos para pontos de venda na região central da cidade.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a descoberta foi feita após um trabalho de inteligência conduzido por policiais da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), especializada no combate à pirataria e a crimes contra marcas.
Durante a operação, realizada na quarta-feira (18), os agentes encontraram aproximadamente 4 milhões de itens falsificados.
Entre os produtos estavam roupas, calçados, mochilas e brinquedos, todos com marcas conhecidas, mas sem qualquer documentação que comprovasse a origem ou a legalidade da mercadoria.
De acordo com a polícia, o endereço havia sido identificado após um levantamento que apontou movimentações suspeitas no local.
A vila onde os produtos estavam armazenados ficava em um ponto considerado estratégico para o esquema, facilitando o envio rápido das mercadorias para lojas e ambulantes que atuam na região do Brás.
Além disso, a estrutura do local dificultava a fiscalização. As casas utilizadas como depósito estavam posicionadas em uma área pouco visível e com acesso restrito, o que ajudava a esconder o volume de mercadorias ilegais armazenadas ali.
Durante as diligências, cinco pessoas foram presas em flagrante, sendo quatro homens e uma mulher. Outras cinco pessoas já foram identificadas e também são investigadas por participação no esquema.
Todo o material encontrado foi apreendido e será encaminhado para análise pericial. A investigação busca identificar a origem dos produtos, além de possíveis responsáveis pela fabricação e distribuição em larga escala.
O caso foi registrado como crime contra registro de marca e também por manter em estoque e comercializar produtos com identificação falsificada.
A legislação brasileira prevê punições para quem fabrica, importa, vende ou distribui itens que utilizam marcas registradas sem autorização.
A Polícia Civil segue com as investigações para mapear a rede de distribuição das mercadorias e identificaroutros envolvidos no esquema, que abastecia parte do comércio informal na região central de São Paulo.
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