Polícia
Publicado em 15/06/2026, às 14h07 Foto: Reprodução Amanda Ambrozio
A Polícia Civil de Limeira investiga a conduta dos funcionários e o desaparecimento de provas no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos.
Ela faleceu no último sábado (13), após saltar de uma plataforma de rope jump sem as cordas de segurança, no interior de São Paulo.
Segundo a testemunha, o coordenador pedagógico Rafael Goulard, que aguardava para pular depois da vítima, um dos responsáveis pela operação retirou a câmera de ação (estilo GoPro) do corpo da vítima logo após a queda.
O equipamento que registrava o salto não foi entregue às autoridades e sumiu do local. Os funcionários alegaram à polícia que não sabem onde o item está.
Além do sumiço da câmera, a testemunha relatou uma série de comportamentos considerados suspeitos por parte dos organizadores logo após a queda da jovem.
Além de esconderem a câmera, integrantes da equipe foram vistos guardando equipamentos de segurança no porta-malas de um carro. Alguns chegaram a trocar de roupa antes da chegada da fiscalização.
Além disso, os funcionários não prestaram esclarecimentos aos clientes e demonstravam desorientação, de acordo com o jornal O Globo.
A movimentação de retirada dos materiais só foi interrompida após a testemunha alertar um policial militar, que determinou a permanência de todos os envolvidos no local para a realização da perícia.
"A primeira cena que eu lembro foi ver um dos funcionários tirando a alça do pescoço, do corpo que já estava no chão, a câmera da GoPro. Preocupado com o equipamento, para esconder provas ou preocupado com o valor financeiro", declarou Goulard à EPTV, afiliada da TV Globo.
O caso segue em andamento na delegacia local. Até o momento, três instrutores que operavam a atração no dia do acidente foram presos.
As prisões foram convertidas em preventivas pela Justiça após os profissionais admitirem, em depoimento, que esqueceram de prender as cordas ao colete de segurança da jovem antes de autorizar o salto.
Com os novos relatos, a Polícia Civil apura se houve o crime de fraude processual devido à suposta ocultação deliberada da câmera e alteração da cena do acidente.
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