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Polícia prende quadrilha em fábrica clandestina de cosméticos na Grande SP

Segundo as autoridades policiais, cinco dos presos já haviam sido detidos por envolvimento com outra fábrica clandestina de cosméticos em SP  |  Fotos: Reprodução/Policia Civil

Publicado em 03/09/2026, às 16h40   Fotos: Reprodução/Policia Civil   Amanda Ambrozio

A Polícia Civil descobriu, na quarta-feira (2), uma fábrica clandestina de cosméticos no Jardim Mônica, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

O imóvel tinha máquinas, reservatórios industriais e insumos utilizados na produção dos produtos. Ao todo, 13 pessoas foram presas em flagrante, sendo sete homens e seis mulheres.

A operação foi realizada por policiais da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), que cumpriram um mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça.

Um homem apontado como proprietário do imóvel e responsável pela coordenação da produção também é investigado.

Fotos: Reprodução/Policia Civil
Fotos: Reprodução/Policia Civil

Fábrica tinha máquinas e centenas de produtos prontos

Os policiais encontraram os suspeitos durante a fabricação dos cosméticos. Ao todo, foram apreendidas 14 máquinas, incluindo equipamentos utilizados para encher e rosquear frascos, esteiras transportadoras e seis reservatórios industriais com capacidade para mil litros cada.

Também foram localizados mais de 30 baldes com 20 litros de essência cada, além de materiais de papelão usados na confecção das caixas, embalagens e tampas dos produtos.

No imóvel havia ainda 230 caixas de cosméticos prontos para comercialização. Cada uma continha 48 unidades de perfumes e body splashes. Um veículo e 15 celulares também foram apreendidos durante a operação.

Entre os presos, cinco já haviam sido detidos em 10 de junho, por suspeita de envolvimento na falsificação de cosméticos em outra fábrica clandestina, localizada no Jardim Napoli, também em Itaquaquecetuba.

Na ocasião, eles foram liberados.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia Seccional do Centro como associação criminosa e falsificação ou adulteração de produtos terapêuticos e medicinais, além de localização e apreensão de veículo.

A autoridade policial pediu à Justiça a conversão das prisões em flagrante em preventivas.

Cosméticos falsificados eram vendidos em São Paulo

As investigações começaram após uma empresa responsável pela marca dos produtos apresentar uma notícia-crime à Polícia Civil.

Segundo a denúncia, cosméticos falsificados estavam sendo comercializados por meio das redes sociais e também presencialmente na região central de São Paulo.

A partir das informações, os investigadores realizaram diligências em estabelecimentos comerciais no centro da capital.

Abordagens e apreensões de mercadorias ajudaram a revelar a existência de uma estrutura organizada para fabricar e distribuir os produtos falsificados.

Com o avanço da apuração, os policiais também analisaram comprovantes de transferências bancárias e realizaram diligências de campo para identificar os envolvidos e compreender o funcionamento do grupo.

Investigação levou à descoberta da fábrica

As informações reunidas durante as diligências subsidiaram o pedido de busca e apreensão apresentado à Justiça.

Com a autorização judicial, os policiais foram até o imóvel no Jardim Mônica e encontraram a estrutura utilizada para a produção clandestina.

A ação terminou com a prisão dos 13 suspeitos e a apreensão de máquinas, insumos, produtos prontos, celulares e um veículo.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido na fabricação e distribuição dos cosméticos e identificar outros possíveis integrantes do grupo.

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