Polícia
Publicado em 28/08/2026, às 18h00 Foto: Divulgação/16º BPM/M Marina do Val
Uma operação da Polícia Militar de São Paulo levou à descoberta de uma complexa estrutura de mineração de criptomoedas montada em uma casa abandonada na Vila Nova das Belezas, Zona Sul da capital paulista.
De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a instalação avaliada em aproximadamente R$500 mil era utilizada pelo crime organizado para esquemas de lavagem de dinheiro decorrentes de atividades ilícitas.
A descoberta ocorreu de maneira inusitada durante um patrulhamento de rotina realizado por equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (16º BPM/M).
Os agentes estavam na região para apurar uma denúncia que apontava o tráfico de drogas na comunidade quando um intenso e atípico ruído vindo de uma das vielas chamou a atenção da equipe.
Ao seguirem a origem do som constante, os policiais chegaram até uma residência aparentemente deserta, cuja porta de metal se encontrava entreaberta. Ao inspecionar o interior do imóvel, no qual não havia nenhum morador ou suspeito presente, os militares se depararam com uma verdadeira e estruturada central tecnológica operando em plena capacidade.
No local, os agentes contabilizaram 30 computadores de alto desempenho dedicados exclusivamente à mineração de moedas digitais, além de duas máquinas mantidas como reserva técnica e cerca de R$16,4 mil já gerados e armazenados em ativos digitais.
A estrutura contava ainda com um notebook conectado para o monitoramento remoto das atividades, equipamentos de internet, uma forte rede de refrigeração alimentada por dutos de ar e uma fiação elétrica totalmente reforçada.
Como o processo de validação de transações digitais exige altíssimo processamento computacional ininterrupto, a exigência de energia era imensa, o que levou os criminosos a realizarem uma ligação clandestina na rede elétrica para mascarar o elevado consumo de energia.
Diante do flagrante, todo o aparato tecnológico foi apreendido pela Polícia Militar e encaminhado para os trabalhos de perícia técnica. Os peritos especializados focarão na análise dos dispositivos para rastrear as movimentações financeiras, identificar as carteiras virtuais utilizadas no esquema e colher provas que apontem a autoria e os verdadeiros operadores da estrutura.
O caso foi devidamente registrado como furto de energia elétrica e lavagem de dinheiro no 89º Distrito Policial (Jardim Taboão), onde as investigações prosseguem com o objetivo de desmantelar esse braço financeiro do crime organizado na capital.
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