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Policial Rodoviário mata namorada a tiros e comete suicídio após o feminicídio

Crime ocorreu dentro da casa da vítima, na capital capixaba, e é investigado como feminicídio pela polícia; após o crime, o homem cometeu suicídio  |  Foto: Reprodução/Instagram

Publicado em 23/03/2026, às 12h39   Foto: Reprodução/Instagram   Érica Sena

A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23) dentro de casa, no bairro Caratoíra.

O autor dos disparos foi o namorado dela, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que tirou a própria vida em seguida, como citado pelo site Carta Capital.

De acordo com informações da Prefeitura de Vitória, o crime aconteceu por volta da 1h. A vítima foi atingida ao menos três vezes, principalmente na região da nuca.

O corpo dela foi encontrado no quarto da residência. Já o agressor foi localizado na cozinha, com um tiro na cabeça.

Invasão e execução dentro de casa

Segundo as investigações, Diego Oliveira utilizou uma escada para invadir o imóvel e arrombou a porta do quarto antes de atirar contra a comandante. O pai de Dayse, que também estava na casa, relatou ter ouvido os disparos durante a madrugada.

A perícia encontrou cinco projéteis no quarto, além de uma bolsa levada pelo suspeito contendo objetos como faca, alicate e álcool. De acordo com a Polícia Científica, os tiros não foram à queima-roupa, mas ocorreram a curta distância.

Os celulares da vítima e do autor serão analisados para ajudar a esclarecer a motivação do crime. A principal linha de investigação aponta para feminicídio, já que, segundo a polícia, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.

Investigação e repercussão

A Polícia Civil do Espírito Santo informou que, até o momento, não havia registros formais de denúncia feitos por Dayse contra o agressor. O caso segue sob investigação.

Foto: reprodução/Instagram

A Polícia Rodoviária Federal confirmou que Diego Oliveira atuava em Campos dos Goytacazes e havia ingressado na corporação em 2020.

Em nota, a Prefeitura lamentou a morte da comandante e destacou a trajetória profissional marcada por dedicação à segurança pública. O município decretou luto oficial de três dias.

O caso reforça o alerta para a violência contra a mulher no país, especialmente em situações

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