Polícia
Publicado em 31/07/2026, às 06h55 Foto: Divulgação Prefeitura de SP Tatiana Ribeiro
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo informou que instaurou uma sindicância, em conjunto com a Clínica de Endoscopia Salinas Ltda., para apurar as circunstâncias da morte de Mariana dos Santos Candido, de 41 anos. A mulher morreu após passar por um exame de colonoscopia na unidade de saúde localizada na zona Leste da capital, na última quarta-feira (29).
De acordo com o boletim de ocorrência, a tia da vítima relatou que Mariana sofreu uma perfuração no intestino durante o procedimento e não resistiu. A família suspeita que a morte tenha sido causada por um possível erro médico.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde será submetido a exame necroscópico.
O laudo deverá esclarecer a causa da morte e subsidiar as investigações sobre o caso.
O caso foi registrado no 62º Distrito Policial como morte suspeita, sem indícios aparentes de criminalidade. A investigação aguarda o resultado dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que instaurou uma apuração rigorosa para avaliar a conduta da equipe médica envolvida no atendimento.
A pasta também destacou que a Clínica de Endoscopia Salinas Ltda. presta serviços ao Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Netto, em Ermelino Matarazzo, há 25 anos. Foi nessa unidade que Mariana morreu após a realização do exame.
A prefeitura também declarou que lamenta profundamente a perda da paciente. Afirmou também que a direção do hospital do bairro Ermelino Matarazzo segue totalmente à disposição da família para prestar esclarecimentos.
De acordo com familiares, parte do intestino foi lacerada durante o procedimento. Durante o procedimento, eles também relataram dificuldade para obter informações sobre o médico responsável e a empresa terceirizada que realizou o procedimento.
Ainda segundo a família, Mariana não apresentava problemas de saúde conhecidos e realizava o exame pela primeira vez. Ela morava na região da Cohab I, na Zona Leste da capital, com a mãe e deixou três filhos, de 20, 15 e 9 anos, que criava sozinha.
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