Natural de São Paulo,
Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros durante uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior paulista, cursava o quarto semestre de Medicina na Universidade de Taubaté (Unitau) e realizava o
sonho de seguir carreira na área da saúde.Em uma publicação nas redes sociais, o estudante contou que o interesse pela área de Ciências Biológicas surgiu ainda na infância. Segundo Bruno, a escolha pela Medicina também foi motivada pela admiração pelo trabalho dos profissionais da saúde e pelo desejo de atuar na área.
O jovem era estudante da Unitau e foi morto durante uma discussão de trânsito. O caso é investigado pelas autoridades, e o acusado pelo crime, o bombeiro Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, permanece preso em São Paulo.
O corpo de Bruno será velado nesta quinta-feira (1º), no Campo das Oliveiras, em Jacareí (SP), das 10h às 14h. Após a cerimônia, o sepultamento está previsto para ocorrer no cemitério Memorial do Vale.
Colegas fazem vigília
Estudantes de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau) se reuniram na noite desta quarta-feira (30), na Avenida do Povo, em Taubaté, no interior de São Paulo, para prestar uma homenagem ao colega Bruno.
A vigília teve início por volta das 20h e contou com a participação de estudantes e do grupo Mães Médicas de Taubaté. Antes do ato, os alunos participaram de uma missa na Igreja Santa Terezinha, em memória do jovem.
Durante a homenagem, os estudantes acenderam velas e levaram cartazes com mensagens de luto e pedidos de justiça. O ato também foi marcado pela comoção entre colegas e familiares, que se reuniram para lembrar Bruno e manifestar indignação diante do crime.
Estudante foi homenageado
Bruno era aluno do quarto semestre de Medicina da Unitau. Ele foi morto na própria Avenida do Povo, onde se envolveu em uma discussão de trânsito nesta quarta-feira (30). O caso é investigado pelas autoridades.
A mobilização dos estudantes ocorreu no mesmo local onde o jovem foi baleado e teve como objetivo homenagear o estudante e pedir a responsabilização do autor do crime.
O que diz o acusado
Em depoimento a polícia, Marcos Paulo afirmou que pensava que estava sendo vítima de assalto. O acusado ainda declarou ter visualizado nas mão das vítima um objeto de cor prateada que pensou se tratar de uma arma de fogo.
Ainda de acordo com o bombeiro, em determinado momento, a vítima teria quebrado o vidro do carro e tentado investir contra ele. Foi então que, segundo ele, teria efetuado os disparos.
Bruno Hashimura chegou a ser socorrido para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A ocorrência foi registrada no 1º Distrito Policial de Taubaté como homicídio consumado — por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Universidade se manifestou
Em nota, a Universidade de Taubaté (Unitau) manifestou solidariedade com familiares, amigos, colegas e professores pela morte do estudante. A instituição de ensino também manifestou repúdio a toda forma de violência.
Segundo a universidade, foi disponibilizado acolhimento e atendimento psicológico para alunos e professores. As aulas também estarão suspensas nesta quinta-feira (1º), para que os estudantes possam acompanhar o velório e o sepultamento de Bruno.
“Bruno deixará uma imensa saudade em nossa faculdade, em nossas reuniões e, sobretudo, entre todos aqueles que tiveram a oportunidade de compartilhar momentos ao seu lado. Que sua memória permaneça viva entre nós. Nossos sentimentos aos familiares, amigos e colegas”, acrescentou.
Estudante de Medicina tinha 23 anos
Colegas de faculdade homenageiam Bruno
Bombeiro acusado de matar estudante segue preso
Estudantes de Medicina de Taubaté
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