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Ranking revela as 10 capitais com menos homicídios no Brasil; veja a posição de SP

Apesar da queda nos homicídios, a capital paulista é a terceira em roubos de celulares, com 1.390,5 ocorrências a cada 100 mil habitantes  |  Foto: Divulgação

Publicado em 03/08/2026, às 11h17   Foto: Divulgação   Tatiana Ribeiro

A cidade de São Paulo ocupa a primeira posição entre as capitais brasileiras com a menor taxa de homicídios, segundo o levantamento mais recente sobre segurança pública.

Apesar do resultado positivo em relação aos crimes contra a vida, a capital paulista ainda enfrenta um grande desafio no combate aos roubos e furtos de celulares, figurando entre as cidades com os maiores índices desse tipo de ocorrência no país.

Investimentos em Segurança Pública


De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), a redução dos homicídios é resultado de uma série de investimentos realizados pelo governo estadual nos últimos anos.

Entre as medidas adotadas estão a aplicação de R$ 1,3 bilhão em infraestrutura, aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos de inteligência e tecnologia, além da contratação de cerca de 11 mil policiais, peritos e bombeiros para reforçar as forças de segurança.


Capital está entre as piores em roubos e furtos de celulares


Embora apresente desempenho positivo na redução dos assassinatos, São Paulo aparece na terceira colocação entre as capitais com maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cidade registra uma taxa de 1.390,5 aparelhos subtraídos para cada 100 mil habitantes.

Apenas São Luís (1.517) e Belém (1.487) apresentam índices superiores. O número também está muito acima da média nacional, de 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes, e da média do próprio Estado de São Paulo, que é de 552,2.

O levantamento aponta ainda que a capital paulista concentra cerca de 20% de todos os roubos e furtos de celulares registrados no país.


Especialista alerta para impactos além da perda do aparelho


Em entrevista para o Estadão, a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, afirmou que o elevado número de furtos e roubos de celulares em São Paulo representa um problema que vai além do prejuízo material.

Segundo a especialista, a vítima de um celular roubado ou furtado tem uma probabilidade muito maior de sofrer golpes financeiros, já que criminosos utilizam os aparelhos para acessar aplicativos bancários, redes sociais e dados pessoais.

Ela destaca que o dispositivo se tornou um dos principais alvos das organizações criminosas por oferecer diferentes possibilidades de lucro, seja pela revenda do aparelho, seja pela aplicação de fraudes e golpes digitais.

Governo aposta na recuperação de aparelhos


Diante do avanço desse tipo de crime, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) chegou a reconhecer publicamente a necessidade de ampliar o combate aos roubos de celulares e afirmou que o Estado falha quando não consegue garantir a segurança da população.

Ainda segundo o Estadão, o secretário da Segurança Pública, coronel Guilherme Derrite, uma das principais estratégias adotadas pelas polícias Militar, Civil e Técnico-Científica é desarticular a cadeia de receptação e comercialização dos aparelhos roubados.

SP Mobile

O governo informa que, desde a implantação do programa SP Mobile, em 2023, mais de 85,2 mil celulares foram recuperados no Estado. Desse total, aproximadamente 50 mil já foram devolvidos aos proprietários.

De acordo com a SSP, o aumento na recuperação dos aparelhos tem contribuído para enfraquecer a logística das quadrilhas especializadas e reforçar as ações de redução da criminalidade em São Paulo.

Classificação Indicativa: Livre


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