Polícia
Publicado em 03/08/2026, às 12h45 Foto: Reprodução Amanda Ambrozio
O estado de São Paulo confirmou o 16º caso de sarampo registrado em 2026.
O paciente é um bebê do sexo masculino, com menos de um ano de idade, morador da capital paulista, que já havia recebido uma dose da vacina tríplice viral, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
Com a nova confirmação, o estado contabiliza 13 casos na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde recomendou que os três municípios ampliem a vacinação contra o sarampo para toda a população entre 6 meses e 59 anos, independentemente do histórico vacinal, para interromper a circulação do vírus e evitar a reintrodução da doença no país.
A campanha começou nesta segunda-feira (3). Na capital, a imunização está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e AMAs/UBSs Integradas.
A ação segue até 1º de setembro e também disponibiliza as vacinas tríplice viral, tetraviral e os demais imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação.
Nos outros 642 municípios paulistas, a campanha estadual será voltada à atualização da carteira de vacinação de crianças e adolescentes de até 15 anos.
Para reforçar a imunização na capital, a Prefeitura de São Paulo também promoverá um Dia D de vacinação em 22 de agosto, com atendimento nas 483 UBSs da cidade.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a cobertura vacinal contra o sarampo permanece abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Neste ano, a primeira dose da tríplice viral alcançou 77,5% de cobertura, enquanto a segunda chegou a 65,5%. Em 2025, os índices eram de 94% e 84,4%, respectivamente.
"Neste momento, ampliar a cobertura da vacina contra o sarampo é fundamental para interromper a circulação do vírus e proteger a população", afirmou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP).
Em 2026, o Brasil confirmou 19 casos de sarampo, sendo 16 registrados em São Paulo.
Segundo o g1, os casos ocorreram em uma região de intensa circulação de pessoas e grande fluxo internacional de viajantes, cenário que favorece a introdução do vírus.
Atualmente, São Paulo é o único estado brasileiro com surto ativo da doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, esse cenário é caracterizado pela existência de uma cadeia de transmissão entre casos confirmados.
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