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Sindicato denuncia supostas regalias a Deolane Bezerra em presídio de SP; entenda

Sindicato dos Policiais Penais denuncia tratamento especial a Deolane Bezerra durante custódia na Penitenciária Feminina de Santana.  |  Foto: Reprodução/Tv Globo

Publicado em 23/05/2026, às 17h00   Foto: Reprodução/Tv Globo   Fernanda Montanha

O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) encaminhou à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), na sexta-feira (22), uma denúncia sobre possíveis benefícios concedidos à influenciadora e advogada Deolane Bezerra durante o período em que esteve custodiada na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital.

A permanência de Deolane na unidade durou cerca de 14 horas, entre a tarde de quinta-feira (21) e a madrugada de sexta-feira (22), quando ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.

A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro, segundo o G1.

Relatos apontam tratamento diferenciado

De acordo com o documento apresentado pelo sindicato, a influenciadora teria recebido condições diferentes das oferecidas às demais detentas, incluindo acomodação exclusiva, cama diferenciada, chuveiro privativo e alimentação supostamente distinta.

Entre os pontos mencionados estão a adaptação de um espaço utilizado por presas em deslocamentos médicos, a instalação de uma cama de ferro com colchão e itens de cama, além de melhorias estruturais no local. Também foram relatadas restrições de acesso de alguns servidores ao ambiente onde ela permaneceu.

Áudios e mensagens atribuídos a policiais penais, enviados ao sindicato, criticam o suposto tratamento recebido por Deolane. Os relatos também mencionam que ela teria permanecido isolada das demais internas durante a custódia.

Pedido de investigação

O Sinppenal solicitou a abertura de um procedimento administrativo para verificar os fatos. Segundo a entidade, os relatos podem indicar quebra do princípio de igualdade no tratamento das pessoas privadas de liberdade e gerar questionamentos sobre a credibilidade do sistema prisional.

O sindicato também pediu que o caso seja encaminhado à Corregedoria da Polícia Penal e ao Ministério Público para análise.

O que dizem SAP e OAB

Em nota, a SAP informou que a custódia ocorreu conforme determinação judicial, considerando o registro ativo de Deolane como advogada. A pasta declarou que atuou apenas para cumprir a decisão da Justiça, mas não informou se abrirá apuração sobre as denúncias.

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) afirmou que a legislação prevê recolhimento em sala de Estado-Maior ou local equivalente para advogados presos preventivamente. Segundo a entidade, o acompanhamento do caso ocorre em defesa das prerrogativas profissionais previstas em lei, e não por privilégios pessoais.

A defesa de Deolane não comentou as denúncias. Em manifestações anteriores, os advogados sustentaram a inocência da influenciadora e solicitaram sua transferência para prisão domiciliar, alegando, entre outros argumentos, a necessidade de assistência ao filho de 9 anos.

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