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SP recupera mais de 380 celulares e passa de 23,5 mil aparelhos devolvidos

Programa SP Mobile devolve celulares roubados e ajuda vítimas a recuperarem seus bens perdidos em São Paulo.  |  Foto: Reprodução/Polícia Civil

Publicado em 28/04/2026, às 07h30 - Atualizado às 08h06   Foto: Reprodução/Polícia Civil   Fernanda Montanha

Uma nova fase do programa SP Mobile garantiu, nesta segunda-feira, a devolução de 383 celulares com registros de furto ou roubo a seus donos no estado de São Paulo.

A entrega aconteceu no Palácio da Polícia Civil, na região da Luz, no centro da capital, reunindo vítimas que conseguiram recuperar os aparelhos após investigações e ações policiais. A iniciativa tem se destacado no combate aos crimes envolvendo celulares, além de ajudar na devolução dos bens.

Entre as pessoas atendidas estava Vanusa Souza Silva, de 36 anos, que teve o celular furtado ao descer de um ônibus em julho do ano passado. Ela só percebeu a ausência do aparelho ao chegar ao restaurante onde comemoraria o aniversário, segundo a Agência SP.

A recuperação foi possível porque o número do IMEI foi informado no boletim de ocorrência, permitindo o rastreamento do dispositivo.

Como funciona o SP Mobile

Criado em 2025, o programa se tornou uma das principais estratégias da Polícia Civil para enfrentar furtos, roubos e receptação de celulares.

O sistema faz o cruzamento entre boletins de ocorrência e informações das operadoras de telefonia, identificando aparelhos com restrição criminal que voltam a ser ativados.

Esse monitoramento permite localizar os dispositivos e acionar os atuais usuários, facilitando a recuperação.

Desde o início da operação, mais de 23,5 mil celulares já foram recuperados em todo o estado. Desse total, cerca de 34% foram devolvidos às vítimas. Segundo a polícia, esse resultado também contribui para enfraquecer o comércio ilegal de aparelhos roubados.

Importância do boletim de ocorrência

Para que a restituição aconteça, o registro do boletim de ocorrência é indispensável. A orientação da Polícia Civil é que a vítima informe o número do IMEI, código único de identificação do celular, no momento da denúncia, seja presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica.

Sem esse dado, o rastreamento e a comprovação da propriedade ficam mais difíceis, comprometendo a devolução.

Também é recomendado bloquear imediatamente o chip e o IMEI junto à operadora, além de alterar senhas bancárias e de redes sociais. Essas medidas ajudam a evitar fraudes e aumentam a segurança após o crime.

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