Polícia
Publicado em 21/06/2026, às 16h53 Foto: Reprodução/PMSP Fernanda Montanha
Um dos homens detidos pela tentativa de sequestro de uma criança em Guaianases confessou participação no crime e afirmou ter se escondido por receio de ser morto. O depoimento foi registrado por uma câmera corporal de um policial militar durante a abordagem, ocorrida no centro da capital paulista.
A prisão aconteceu na sexta-feira (19), quando equipes em patrulhamento reconheceram o suspeito na Rua Apa, em Santa Cecília. Ele não apresentou resistência e declarou que já esperava ser localizado. Segundo o relato, após a circulação das imagens do caso, passou a temer retaliações de moradores.
“Eu estava escondido porque a população tentou me matar… fiquei quase dois dias dentro de um córrego”, disse o homem aos policiais, em trecho registrado pela câmera. Ele afirmou ainda que não pretendia se entregar espontaneamente à polícia.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o suspeito foi indiciado por tentativa de subtração de incapaz e que o caso segue sob investigação da 1ª Delegacia de Proteção à Pessoa do DHPP, segundo o G1.
O crime ocorreu na última terça-feira (16) e foi flagrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que um homem tenta levar uma criança que andava de bicicleta na Rua Moreira Neto, em Guaianases. A ação só foi interrompida após a intervenção de um pedestre que percebeu a situação e reagiu rapidamente.
De acordo com a investigação, dois suspeitos haviam embarcado em um táxi e orientado o motorista até o local. Um deles desceu do veículo e tentou forçar a criança a entrar no carro, mas a fuga foi frustrada. Moradores chegaram a intervir e agredir os envolvidos após o motorista desligar o veículo.
Na sexta-feira (19), dois corpos foram localizados na Rua Hidekichi Hattori, na Zona Leste de São Paulo. Segundo informações iniciais, há suspeita de que as vítimas tenham ligação com a tentativa de sequestro.
A polícia trabalha com a hipótese de que o homem encontrado possa ser um dos envolvidos que se passou por pai da criança durante a ação. Ele estaria com roupas semelhantes às vistas nas imagens registradas no dia do crime.
O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa apura o caso e investiga possível relação entre os dois episódios, enquanto a identificação oficial das vítimas ainda não foi concluída pela perícia.