Polícia
Publicado em 28/03/2026, às 09h31 Foto: reprodução Ana Caroline Alves
A Polícia Civil de São Paulo intensificou as investigações após disparos atingirem o InterContinental São Paulo, localizado na região dos Jardins. O caso, ocorrido na noite de 23 de março, segue cercado de mistério, sem suspeitos identificados até o momento.
Ao todo, oito tiros atingiram vidraças de três andares do hotel, nos 15º, 16º e 17º pavimentos, todos em áreas de circulação. Apesar do impacto, ninguém ficou ferido — nem hóspedes, nem funcionários, as informações são do g1.
As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur). Uma das principais linhas de apuração indica que os disparos partiram de edifícios próximos.
Para isso, agentes realizam uma espécie de “varredura vertical” em prédios da região dos Jardins, analisando possíveis ângulos e pontos de origem dos tiros.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um dos projéteis atinge o vidro, reforçando a hipótese de que os disparos vieram do exterior do hotel.
Outro ponto central da investigação é identificar qual tipo de arma foi utilizada. Inicialmente, há suspeitas de que os disparos tenham sido feitos com armas de pressão, como airsoft, embora não se descarte o uso de armamento de fogo.
A ausência de ruídos percebidos por testemunhas e a falta de projéteis encontrados no interior do prédio aumentam as dúvidas sobre a natureza do ataque.
Além disso, a motivação permanece indefinida. A polícia avalia diferentes possibilidades, incluindo ação deliberada, imprudência ou até disparos acidentais vindos de outro imóvel.
Em nota oficial, o hotel confirmou os danos e informou que adotou medidas imediatas para garantir a segurança no local. Os andares atingidos foram isolados preventivamente, e os vidros danificados passaram por vedação.
A administração também destacou que as janelas possuem película de segurança, o que ajudou a evitar ferimentos mesmo com o impacto dos disparos.
A perícia técnica ainda deve apresentar laudos que indiquem o tipo de projétil e o ângulo dos disparos, informações essenciais para avançar no caso.
Enquanto isso, o episódio segue como um enigma em uma das áreas mais valorizadas da capital paulista, levantando preocupações sobre segurança mesmo em regiões consideradas de alto padrão.
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