Polícia

Violência doméstica em SP: entenda o que acontece após registrar boletim de ocorrência

Estado possui rede integrada com delegacias especializadas, tecnologia e medidas de proteção para atender vítimas e responsabilizar agressores  |  Foto: reprodução/Freepik

Publicado em 12/03/2026, às 18h17   Foto: reprodução/Freepik   Ana Caroline Alves

Registrar um boletim de ocorrência é um passo fundamental para que o Estado possa agir diante de um caso de violência doméstica.

Em São Paulo, após o registro, que pode ser feito presencialmente em delegacias ou pela Delegacia Eletrônica, o caso passa a integrar uma rede especializada de atendimento, investigação e proteção às vítimas.

Atualmente, o estado conta com 142 unidades territoriais da Delegacia de Defesa da Mulher, sendo 18 com atendimento 24 horas, ampliando o acesso ao suporte policial especializado, as informações são da Agência SP.

Como começa a investigação após o registro

Depois que o boletim de ocorrência é formalizado, a autoridade policial analisa as informações apresentadas pela vítima. Caso existam indícios de crime, é instaurado um inquérito policial, etapa que marca o início da investigação.

Durante essa fase, os agentes podem:

A Polícia Técnico-Científica de São Paulo participa desse processo por meio de exames e perícias que ajudam a comprovar os fatos relatados. Em unidades especializadas de atendimento humanizado, 566 perícias foram realizadas até o final de 2025 em casos relacionados à violência doméstica.

Para reforçar o atendimento, o governo estadual também ampliou o efetivo das delegacias especializadas. Em 2024, 656 policiais, entre delegados, investigadores e escrivães, passaram a atuar nas Delegacias de Defesa da Mulher em todo o estado.

Foto: divulgação/ Agência SP

Rede de proteção inclui tecnologia e monitoramento 

Além da investigação policial, o estado desenvolveu uma rede de proteção para apoiar as vítimas após o registro da ocorrência. Uma das iniciativas é o movimento SP Por Todas, que reúne políticas públicas voltadas à proteção e autonomia das mulheres.

Entre as ferramentas disponíveis está o aplicativo SP Mulher Segura, que permite acionar rapidamente a polícia e acompanhar situações de risco. A plataforma reúne dados sobre localização da vítima e monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica.

Até janeiro deste ano, o aplicativo registrava 45,7 mil usuárias ativas, além de 1,7 mil boletins de ocorrência registrados pela plataforma e 9,6 mil acionamentos do botão do pânico.

Atualmente, 391 pessoas são monitoradas, sendo 207 em casos de violência doméstica, e 123 prisões já foram realizadas por descumprimento dessas medidas.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão Pauloviolência

Leia também


Candidate-se: Atacadão abre vagas de empregos na zona leste de SP


São Paulo amplia frota elétrica com mais 110 ônibus e reforça transporte sustentável