Política
Publicado em 18/09/2026, às 15h28 Divulgação Bernardo Rego
Os advogados que defendem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro entrou com um pedido junto ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para que seja revogada a prisão empresário que é investigado por corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias.
A defesa aponta que as investigações do caso Master estão paralisadas em virtude do pedido de vista do ministro Flávio Dino na sessão da última terça-feira (15), momento em que deveria ser analisada uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Os advogados de Vorcaro sustentam que seu cliente não pode ficar preso indefinidamente, enquanto o STF enfrenta um impasse em torno da própria relatoria do caso Master. “Na sessão plenária de 15 de setembro de 2026, a própria definição da relatoria e da competência para a condução dos procedimentos correlatos foi objeto de questão de ordem, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista”, diz a petição da defesa.
Vorcaro está preso desde novembro do ano passado. No momento, ele se encontra no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, onde há um pavilhão voltado a presos especiais conhecido como Papudinha, devido a sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.
Após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF no âmbito da Operação Compliance Zero, onde revelou mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, o clima na Suprema Corte passou a ser de tensão. Com base no documento, Mendonça pediu ao plenário que autorizasse o prosseguimento das investigações contra Moraes.
Em reação, Moraes divulgou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que sugere o direcionamento das investigações por Mendonça, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, porém, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de ter na capa o aviso de que suas analises são “sem valor probatório”.
Moraes pediu que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O pedido entrou na pauta do plenário de 23 de setembro, mas acabou retirado por Fachin. Não há data prevista para o julgamento.
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