☰
✕

Política

“Agora é guerra”: jovens de esquerda elevam o tom em ato pró-Lula em São Paulo

Ex-ministros como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet acompanharam o ato nesta terça (13), marcado por discursos de jovens políticos  |  Foto: Reprodução/Instagram

Publicado em 13/10/2026, às 23h53   Foto: Reprodução/Instagram   Marcela Guimarães

O ato de apoio à reeleição do presidente Lula (PT) realizado na noite desta terça-feira (13), no Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, foi marcado por discursos mais combativos e pela defesa de uma postura menos moderada da esquerda.

Com jovens lideranças à frente da manifestação, participantes defenderam o abandono da chamada “esquerda paz e amor” e convocaram apoiadores a intensificar a mobilização eleitoral.

A manifestação reuniu trabalhadores da região da Avenida Brigadeiro Faria Lima e teve a participação de nomes recém-eleitos para cargos legislativos.

Enquanto os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) acompanharam os discursos do palco, a condução política do evento ficou principalmente com os representantes mais jovens.

Marina Silva, Sâmia Bomfim e Simone Tebet (Foto: Reprodução/Instagram)
Ato pró-Lula em São Paulo (Foto: Reprodução/Instagram)

Tom de confronto

Leonardo Grandini (PT), de 24 anos, eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), defendeu uma atuação de enfrentamento aos adversários políticos.

Durante a campanha, ele havia afirmado que seria o maior inimigo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado. No comício, falou em resistência e declarou que agora é “guerra”, após cantar com o público uma provocação dirigida ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Duda Hidalgo (PT), de 27 anos, também adotou o mesmo tom em seu discurso. Eleita deputada estadual por Ribeirão Preto, município considerado um reduto bolsonarista no estado, ela defendeu o direito das mulheres de serem o que quiserem e mencionou sua bissexualidade.

Ao encerrar a fala, citou um trecho de um jingle de oposição a Flávio Bolsonaro (PL).

A deputada federal recém-eleita Natália Boulos (PSOL) seguiu a linha e afirmou que os apoiadores poderiam “contar com ela para amassar os bolsonaristas no Congresso”.

Já Sofia Favero (PSOL), terceira candidata mais votada para a Alesp, declarou que travestis representam o terror dos fascistas. Em seguida, direcionou críticas à vereadora de Praia Grande Eduarda Campopiano (PL).

E vamos colocar a Eduarda Campopiano na lata de lixo da história”, afirmou ela.

Parlamentares convocam apoiadores à mobilização

Os deputados Guilherme Cortez e Erika Hilton, ambos do PSOL, foram recebidos com aplausos e pediram empenho dos apoiadores nos 12 dias seguintes. Os dois se colocaram em oposição a Flávio e ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

“Temos o dever de virar voto e reeleger o presidente Lula. Somos chamados à resistência, à valentia”, declarou Erika. Na sequência, a parlamentar afirmou: “Eles vão perder pela arrogância porque ninguém é capaz de frear um povo que sabe o que está em jogo”.

O evento também contou com a exibição de um vídeo da cantora Anitta em um telão. Na gravação, ela pediu que o público identificasse quais candidatos defendem o fim da escala de trabalho 6x1 e quais seriam contrários aos trabalhadores.

Segundo ato em São Paulo desde domingo (11)

A manifestação no Largo da Batata foi a segunda mobilização de apoiadores de Lula na capital paulista desde domingo (11), quando o presidente esteve em um ato na Avenida Paulista.

Além de Erika Hilton e Guilherme Cortez, estiveram presentes a primeira-dama Janja da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

*Com apuração do UOL

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PauloPolíticaManifestaçãoEsquerda

Leia também


João Guilherme defende democracia em ato pró-Lula: “A gente precisa botar a nossa cara na rua”


Quem é o “Gostoso da Paulista”, que viralizou após ato pró-Lula