Política
Publicado em 11/03/2026, às 09h00 Foto: Unsplash Fernanda Montanha
O Banco Central do Brasil informou na terça-feira (10), que ainda existem R$ 10,5 bilhões disponíveis para retirada no Sistema de Valores a Receber. O montante corresponde a recursos que permaneceram esquecidos por clientes em bancos e outras instituições financeiras.
Esses valores podem pertencer tanto a pessoas físicas quanto a empresas. Os recursos continuam guardados nas instituições financeiras até que os titulares solicitem o resgate, procedimento que pode ser feito a qualquer momento por meio da plataforma oficial, segundo a IstoÉ.
Dados divulgados pelo BC mostram que, apenas em janeiro de 2026, brasileiros retiraram cerca de R$ 403 milhões desse saldo. O levantamento indica que o sistema já devolveu aproximadamente R$ 13,7 bilhões desde a criação do serviço, destinado a facilitar a recuperação de valores esquecidos.
Segundo o balanço mais recente, 49,5 milhões de pessoas físicas ainda possuem quantias disponíveis para retirada. Além disso, cerca de 5 milhões de empresas também têm recursos que não foram resgatados até agora.
A distribuição dos valores mostra que a maioria dos correntistas possui quantias pequenas. Levantamento do sistema aponta que 64,5% das pessoas têm até R$ 10 disponíveis para saque.
Outro grupo significativo concentra valores um pouco maiores. Cerca de 23,4% dos titulares possuem até R$ 100 esquecidos nas instituições financeiras, enquanto aproximadamente 10% podem resgatar até R$ 1 mil.
Já os montantes mais elevados são menos frequentes. Apenas 1,9% das pessoas têm valores superiores a R$ 1 mil registrados no sistema.
Embora grande parte desses recursos esteja em bancos tradicionais, o dinheiro também pode estar em outros tipos de instituições. Administradoras de consórcio, cooperativas de crédito, financeiras, corretoras e instituições de pagamento também concentram parte desses valores, segundo informações do BC.
O procedimento para recuperar o dinheiro passou por alterações no início de 2025. Desde então, pessoas físicas podem habilitar a solicitação automática de resgate no sistema.
Antes da mudança, o processo exigia que cada pedido fosse realizado manualmente. Com a nova funcionalidade, o usuário pode autorizar o resgate automático sempre que houver valores disponíveis, simplificando o procedimento.
No entanto, essa opção não é obrigatória. A adesão é opcional e está disponível apenas para pessoas físicas que possuam chave Pix vinculada ao CPF.
Quem ainda não cadastrou esse tipo de chave pode fazer o registro diretamente na instituição financeira. Depois disso, será possível ativar a solicitação automática dentro do sistema.
Para habilitar o recurso automático no sistema, é necessário acessar a plataforma utilizando uma conta gov.br com nível prata ou ouro. Além disso, o usuário precisa ativar a verificação em 2 etapas para garantir maior segurança no acesso.
Existem também regras específicas para casos em que o titular dos valores faleceu. Nessa situação, apenas pessoas autorizadas podem solicitar o resgate.
Herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais podem acessar o sistema para verificar a existência de valores. Nesses casos, é necessário entrar com a conta pessoal gov.br e assinar um termo de responsabilidade, conforme as orientações do Banco Central.
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