Política
Publicado em 20/06/2026, às 15h51 Foto: Reprodução/X Fernanda Montanha
Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) avaliou o impacto de um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a candidatos na disputa presidencial de 2026 no Brasil. O resultado indica que a maioria do eleitorado não vê relevância nesse tipo de endosso.
Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados afirmam que o apoio de Trump não mudaria sua decisão de voto, enquanto 17% dizem que a influência aumentaria a disposição de votar em determinado candidato. Outros 15% afirmam que o efeito seria negativo, reduzindo a chance de voto, e 3% não souberam responder.
Foram ouvidas 2.004 pessoas entre 17 e 18 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%, segundo o G1.
O levantamento também dialoga com o ambiente político entre os principais nomes cotados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 31%.
No segundo turno simulado pelo Datafolha, Lula aparece com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro, indicando disputa mais apertada. Os dois políticos têm buscado demonstrar proximidade com Trump em diferentes momentos recentes, incluindo encontros separados com o presidente norte-americano na Casa Branca.
Ao mesmo tempo, o governo brasileiro mantém uma relação tensa com os Estados Unidos, marcada por discussões comerciais e decisões diplomáticas recentes.
Em entrevista ao portal Axios, Trump classificou Lula como uma pessoa “muito volátil” e afirmou que “não poderia se importar menos” com o líder brasileiro. Ele também comentou que o Brasil é um “país politicamente complicado”, ao tratar de sua relação com o governo.
Durante a cúpula do G7 na França, Lula e Trump chegaram a se cumprimentar rapidamente, mas sem avanços no diálogo político. No mesmo período, Trump também confundiu informações envolvendo os filhos de Jair Bolsonaro em declarações públicas.
O episódio ocorreu em meio a decisões do Supremo Tribunal Federal relacionadas a investigações envolvendo o ambiente político brasileiro, ampliando a repercussão das falas do ex-presidente norte-americano no cenário eleitoral do país.
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