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Barril de Petróleo encosta em US$ 120 com escalada da guerra com Irã; bolsas caem

A escalada do conflito no Oriente Médio provoca forte impacto nos mercados, elevando os preços do petróleo e gerando incertezas.  |  Foto: Reprodução/Freepik

Publicado em 09/03/2026, às 10h01   Foto: Reprodução/Freepik   Fernanda Montanha

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte impacto nos mercados internacionais nesta segunda-feira (09). A guerra entrou em sua segunda semana sem sinais de cessar-fogo, o que aumentou a tensão entre investidores e elevou os preços da energia.

No início da manhã, o valor do petróleo registrou forte valorização. Em determinado momento do dia, a cotação chegou a subir cerca de 30%, aproximando-se de 120 dólares por barril. O avanço reflete temores de interrupções no fornecimento global.

Por volta das 8h, o barril do petróleo West Texas Intermediate, referência no mercado dos Estados Unidos, registrava alta de 12,95%, cotado a US$ 102,67. Mais cedo, chegou a atingir US$ 119,48, um dos maiores saltos diários já observados.

Já o petróleo Brent do Mar do Norte, usado como referência na Europa, avançava 13,08%, alcançando US$ 104,81. Durante as primeiras horas do dia, o contrato também superou a marca de US$ 119 por barril, segundo a IstoÉ Dinheiro.

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Ataques e redução na produção pressionam mercado

Nos últimos dias, campos petrolíferos no sul do Iraque e na região curda do país foram alvo de ataques. Esses episódios provocaram redução na produção e intensificaram a preocupação com o abastecimento global.

Além disso, outros produtores da região também registraram impacto na atividade. Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram a produção após ataques atribuídos ao Irã em seus territórios.

Outro fator que influenciou os mercados foi a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. Ele sucede seu pai, Ali Khamenei, em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos e Israel.

Analistas avaliam que a mudança política reforça a continuidade da linha dura no comando do país. Esse cenário elevou a percepção de risco em relação à estabilidade da região e ao fluxo de petróleo.

Possíveis medidas para conter alta do petróleo

Diante da escalada dos preços, países do Grupo dos Sete estudam recorrer a reservas estratégicas de petróleo. A proposta envolve uma ação coordenada para tentar reduzir a pressão no mercado internacional.

A discussão deve ocorrer em reunião virtual entre ministros das Finanças das economias do grupo. O objetivo da iniciativa seria liberar reservas emergenciais para conter a escalada das cotações.

Também foi informado que a Saudi Aramco ofereceu fornecimento imediato de petróleo por meio de licitações. A medida busca ampliar a oferta de combustível em um momento de forte tensão geopolítica.

Especialistas alertam que a situação pode se agravar caso o transporte marítimo não seja normalizado. O fluxo pelo Estreito de Ormuz permanece interrompido desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Esse ponto estratégico é responsável por cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo. A interrupção da rota gera preocupação sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global.

Bolsas internacionais registram queda

Enquanto o petróleo disparava, os mercados financeiros apresentavam forte queda em diversas regiões. Investidores reagiram com cautela diante das incertezas provocadas pela guerra.

Na Ásia, a bolsa de Seul encerrou o dia com recuo de 5,96%. Já a bolsa de Tóquio registrou queda de 5,2%, acompanhando o movimento negativo observado em outros mercados.

Também foram registradas perdas nas bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipé, Sydney, Singapura, Manila e Wellington. As principais bolsas europeias abriram o dia com quedas superiores a 2%.

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street já haviam acumulado perdas superiores a 2% na semana anterior. No mesmo período, o dólar recuperou parte de seu valor diante da busca de investidores por ativos considerados mais seguros.

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