Política
Publicado em 26/02/2026, às 08h00 Foto: Reprodução/Gov Fernanda Montanha
O Brasil contabiliza 88 casos confirmados de mpox em 2026, conforme balanço atualizado do Ministério da Saúde em conjunto com as secretarias estaduais. Além das confirmações, há 2 ocorrências classificadas como prováveis e 171 notificações suspeitas em investigação.
Até quarta feira, 25, não havia registro de mortes relacionadas à doença. Os dados oficiais indicam ausência de óbitos e manutenção do monitoramento em todo o território nacional, segundo as autoridades sanitárias.
Os casos confirmados estão distribuídos por 8 unidades da federação. São Paulo lidera com 63 registros, seguido por Rio de Janeiro, com 15, e Rondônia, com 4.
Também aparecem na lista Minas Gerais, com 3 casos, Rio Grande do Sul, com 2, e Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina, com 1 confirmação cada.
Parte das notificações suspeitas já foi descartada após análise epidemiológica. Outros 2 registros seguem sob avaliação laboratorial, segundo o Diário do Nordeste.
Em comunicado, o Ministério da Saúde informou que mantém acompanhamento contínuo do cenário. O Sistema Único de Saúde está orientado a identificar precocemente novos casos e prestar assistência aos pacientes com sintomas, com foco na contenção da transmissão.
O diagnóstico da mpox é feito por exames laboratoriais, como teste molecular ou sequenciamento genético. A realização do exame é recomendada para todos os pacientes com suspeita clínica da infecção.
A coleta ocorre, preferencialmente, a partir de secreções presentes nas lesões cutâneas. Quando as lesões já estão ressecadas, as crostas são encaminhadas para análise em laboratórios de referência no Brasil.
A disseminação do vírus acontece principalmente pelo contato direto entre pessoas. O risco é maior quando há exposição a lesões de pele, secreções e fluidos corporais, incluindo pus e sangue.
Lesões na região da boca também podem facilitar a transmissão por meio da saliva. Objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais, também podem servir como fonte de infecção, segundo as orientações sanitárias.
A transmissão por gotículas respiratórias exige proximidade e contato prolongado, situação que eleva o risco entre profissionais de saúde, familiares e parceiros íntimos.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o surgimento dos sintomas até a cicatrização total das lesões, com formação de nova camada de pele.
Atualmente, o manejo clínico baseia se em medidas de suporte para aliviar sintomas, prevenir complicações e reduzir possíveis sequelas. A maioria dos casos apresenta manifestações leves ou moderadas, e não há medicamento específico aprovado para mpox.