Política
Publicado em 09/10/2026, às 05h00 Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Marina do Val
A Ceagesp vai entregar no dia 16 de outubro uma estrutura provisória para os comerciantes afetados pelo incêndio que destruiu o pavilhão MFE-A, no Entreposto Terminal São Paulo, na zona oeste da capital.
O espaço abrigará os 124 comerciantes que perderam o local de trabalho e funcionará até a conclusão do novo pavilhão.
O fogo começou na noite de 5 de setembro e atingiu centenas de boxes. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas durante a madrugada, e, segundo a Agência Brasil, não houve vítimas.
A estrutura provisória será formada por duas tendas-galpão, instaladas a cerca de uma quadra do pavilhão destruído.
Com 4,8 mil metros quadrados, a área é menor que os 6 mil m 2 do espaço original, mas reunirá todos os comerciantes em um único local. A Ceagesp informou que a área destinada a cada um será proporcional à que ocupava antes do incêndio.
A companhia também prevê a instalação de contêineres refrigerados e a ampliação do número de banheiros, além de uma organização dos boxes pensada para melhorar as condições de trabalho.
Até a entrega do espaço, os comerciantes trabalham em tendas de lona próximas ao pavilhão destruído, expostas ao calor e à chuva.
A disposição atual também atrapalha a circulação de caminhões. Segundo a comissão que representa os permissionários, as vendas caíram cerca de 50% desde o incêndio.
A preocupação aumenta porque o período de maior movimento para as frutas costuma ir de novembro a fevereiro.
Os comerciantes atingidos não devem pagar taxas à administração até a entrega do pavilhão definitivo. A Ceagesp já havia informado que adotaria medidas para isentar a cobrança durante o período emergencial.
A retirada da estrutura destruída começou no início de outubro. O trabalho inclui a desmontagem das peças metálicas e a remoção de telhas, metais retorcidos e restos de alimentos.
A estrutura provisória deve funcionar até setembro de 2027, prazo estimado para a conclusão do novo MFE-A. O projeto prevê pé-direito mais alto e a construção de um mezanino. A Ceagesp também estuda elevar a área comercial para reduzir o risco de alagamentos.
Outro desafio é a circulação de caminhões, já que o complexo foi projetado décadas atrás, quando os veículos de abastecimento eram menores. A companhia afirma que pretende discutir o novo projeto com os comerciantes, que usam o espaço diariamente.
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