Política

Comandante da PM-SP pediu para deixar cargo após ser citado em inquérito sobre PCC

Após saída do comandante José Augusto, assumiu o cargo a coronel Glauce Anselmo  |  Pablo Jacob/Governo de SP

Publicado em 17/04/2026, às 09h47 - Atualizado às 09h49   Pablo Jacob/Governo de SP   Redação BNews São Paulo

O ex-comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel José Augusto Coutinho, pediu sair do cargo após ser citado em uma investigação da Corregedoria da PM a respeito da atuação de PMs como seguranças de supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) ligados à empresa de ônibus Transwolff. As informações são do Metrópoles. 

A troca de comando da PM foi oficializada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na quinta-feira (16). Coutinho foi para a reserva e o novo comandante da PM passou a ser a coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a ocupar o cargo. 

Ainda de acordo com o Metrópoles, o nome de Coutinho teria aparecido no depoimento do sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário, preso em fevereiro, por fazer escolta ilegal para diretores da Transwolff, que operava linhas de ônibus em São Paulo e teve o contrato rompido pela prefeitura. Segundo o relato, o coronel tinha conhecimento do esquema de escolta.

Transwolff e PCC

Transwolff e a UpBus estão sob intervenção da gestão municipal de São Paulo desde abril de 2024, quando foram alvo da Operação Fim da Linha por vínculo com o PCC. O dono da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, e o sócio da UpBus, Silvio Luís Ferreira, o Cebola, tiveram mandatos de prisão cumpridos em seus nomes durante a operação.

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