Política
Publicado em 30/06/2026, às 08h49 Foto: reprodução/Freepik Fernanda Montanha
Antes de cada campanha de vacinação contra a gripe, cientistas acompanham uma corrida global para identificar quais versões do vírus influenza têm maior chance de circular nas próximas temporadas. Esse monitoramento orienta a produção dos imunizantes aplicados em diferentes regiões do mundo.
A escolha das cepas é feita a partir de dados coletados por uma rede internacional de vigilância coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais de 130 países participam do acompanhamento da evolução do vírus influenza por meio de centenas de laboratórios.
Esse trabalho permite que as informações sobre a circulação viral sejam transformadas em vacinas atualizadas. Segundo dados da OMS, a gripe sazonal provoca cerca de 1 bilhão de infecções todos os anos, com milhões de casos podendo evoluir para quadros graves.
O Instituto Butantan participa desse processo com a fabricação da vacina trivalente distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante é produzido conforme as recomendações internacionais e busca acompanhar as mudanças do vírus, segundo a Agência SP.
O influenza possui diferentes tipos, mas apenas os grupos A e B são responsáveis pelas epidemias sazonais. O tipo A é dividido em subtipos conforme duas proteínas presentes na superfície viral: a hemaglutinina (HA) e a neuraminidase (NA).
Essas estruturas influenciam a capacidade do vírus de infectar células e se espalhar pelo organismo. Os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) estão entre os principais alvos das vacinas contra a gripe.
Já o influenza B apresenta duas linhagens conhecidas: Victoria e Yamagata. A última não tem registros de circulação desde 2020, período em que medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19 podem ter contribuído para sua redução.
Por isso, a OMS passou a recomendar a inclusão apenas da linhagem Victoria nas formulações trivalentes mais recentes.
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