Política
Publicado em 08/03/2026, às 14h37 Foto: Divulgação/ Republicanos Nathalia Quiereguini
Uma nova pesquisa do Datafolha aponta que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece na frente na disputa pelo Governo de São Paulo.
O levantamento indica que, se a eleição fosse hoje, ele largaria com vantagem significativa sobre possíveis adversários no primeiro turno e também nos cenários de segundo turno testados.
O estudo foi realizado entre os dias 3 e 5 de março, com 1.608 entrevistas em 71 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, as informações são do Folha de SP.
Nos cenários estimulados, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Tarcísio surge com percentuais acima de 40%, consolidando uma posição de liderança entre os eleitores.
Entre os possíveis adversários ligados ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece como o nome mais competitivo. Mesmo assim, ele surge atrás do atual governador nos cenários analisados.
Outros nomes também foram testados, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a ministra Simone Tebet (MDB), além de políticos como Kim Kataguiri (União Brasil) e Paulo Serra (PSDB).
Nenhum deles, porém, se aproxima dos números do atual governador no levantamento.
Os dados da pesquisa também mostram diferenças regionais importantes dentro do estado. A vantagem de Tarcísio tende a ser maior no interior paulista, onde ele concentra índices mais altos de intenção de voto.
Na capital e na região metropolitana, a disputa se mostra mais equilibrada, especialmente quando Haddad aparece como possível adversário. Ainda assim, o governador mantém a dianteira.
O levantamento também simulou cenários de segundo turno. Em todas as combinações testadas, Tarcísio aparece à frente.
Contra Haddad, por exemplo, o governador registra vantagem de dois dígitos, mantendo uma posição confortável na disputa direta.
O mesmo ocorre quando o confronto é feito com nomes como Alckmin, Simone Tebet ou Márcio França.
Apesar dos números que indicam uma liderança clara neste momento, o próprio levantamento mostra que a corrida eleitoral ainda está longe de estar definida.
Na pergunta espontânea, quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado, a maioria dos eleitores afirma que ainda não sabe em quem votar.
Isso indica que boa parte do eleitorado ainda não está mobilizada para a eleição estadual.
Com mais de um ano até o pleito, o cenário político pode sofrer mudanças, especialmente com a definição oficial de candidaturas e o início mais intenso das campanhas.
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