Política
Publicado em 18/06/2026, às 18h30 Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo Gabriela Pessanha
A menos de 15 dias do recesso de julho, a sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) estava vazia novamente nesta quinta-feira (18).
A situação é a mesma que foi registrada pela equipe do BNews São Paulo no começo de junho, na primeira sessão do mês.
O deputado Carlos Gianazzi (PSOL), responsável pelo discurso no plenário Juscelino Kubitschek, comentou sobre o "esvaziamento" recorrente na Casa.
Ele explica que as salas costumam ficar cheias em dia de votações importantes, e cita o projeto de lei de privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de redução do orçamento da educação como exemplos.
Tem que ter uma presença mínima aqui dentro para fazer debates e apresentar propostas. O povo espera isso dos parlamentares.
Apesar de reconhecer que a ausência dos deputados enfraquece o debate das pautas diárias, ele reitera que existe também um papel externo.
"O parlamentar tem três funções importantes. Uma é legislar, a outra é representar a população e a terceira é fiscalizar o governo. Ele não pode ficar só aqui, eu entendo isso", diz.
Ele reforça que a agenda externa pode ser ainda mais intensa para deputados que representam o interior do estado de São Paulo.
Outro ponto criticado por Gianazzi é a influência do governo do estado de São Paulo nas pautas debatidas e nas decisões tomadas dentro da Alesp.
"A base do governo controla as comissões e até mesmo a pauta. Digo que a Assembleia Legislativa se comporta como uma extensão do governo. Então, isso tem que ser mudado também", diz.
Gianazzi finaliza que, além da presença dos deputados na Casa, é preciso que o governo deixe o Poder Legislativo tenha "autonomia".
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