Política
Publicado em 19/05/2026, às 12h30 Foto: Reprodução/Instagram Amanda Ambrozio
Deputados federais destinaram ao menos R$ 4,6 milhões em emendas parlamentares para empresas e entidades vinculadas à produtora de "Dark Horse", filme que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os repasses estão sendo questionados devido à conexão entre os beneficiários e a produção cinematográfica.
A verba foi direcionada a duas entidades geridas por Karina Ferreira da Gama: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). Karina também comanda a GoUp Entertainment, produtora responsável pelo filme sobre Bolsonaro.
Em 2025, o deputado Mario Frias (PL-SP) destinou R$ 2 milhões ao ICB para programas de empreendedorismo e aulas de jiu-jítsu.
Já em 2024, parlamentares como Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Alexandre Ramagem e Carla Zambelli enviaram R$ 2,6 milhões à ANC para a série documental "Heróis Nacionais", que fala sobre a colonização do Brasil.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu monitorar as movimentações, após uma ação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que suspeita que o dinheiro possa estar financiando, indiretamente, o filme "Dark Horse".
O ministro Flávio Dino, relator do caso, exigiu explicações formais dos parlamentares, buscando garantir a transparência e a moralidade no uso das emendas.
Em paralelo, o Governo de São Paulo bloqueou repasses estaduais destinados à ANC por restrições técnicas.
Deputados estaduais paulistas, como Valéria Bolsonaro (PL) , Lucas Bove (PL) e Luiz Fernando (PT) e Gil Diniz (PL) também haviam destinado cerca de R$ 700 mil às mesmas instituições, segundo o UOL.
A investigação enfrenta dificuldades logísticas; o STF tenta intimar Mario Frias desde março, mas oficiais de Justiça não o localizaram em seu gabinete em três tentativas.
A deputada Bia Kicis afirmou ao STF que "não existe qualquer conexão" entre sua emenda e o filme. Já a assessoria de Mario Frias alegou que todos os procedimentos seguiram estritamente a lei.
Marcos Pollon solicitou o cancelamento do repasse após a ANC não comprovar direitos autorais para a série documental, pedindo que os recursos fossem redirecionados a um hospital.
Karina Gama, Zambelli e Ramagem foram procurados, mas não se pronunciaram sobre o assunto.
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