Política
por Amanda Ambrozio
Publicado em 19/05/2026, às 15h35
O Partido Liberal (PL) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir a divulgação da nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg sobre a corrida presidencial de 2026.
A movimentação ocorre após o levantamento registrar uma oscilação negativa nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com os dados publicados nesta terça-feira (19), Flávio Bolsonaro aparece com 41,8% da preferência, enquanto Lula lidera com 48,9%.
O resultado indica que o senador perdeu seis pontos percentuais em comparação ao mês de abril, o que motivou o partido a questionar a veracidade do estudo.
O principal argumento do partido é que o formulário utilizado pelo instituto de pesquisa teria influenciado os participantes a avaliarem o senador de forma negativa, segundo o Brasilianista.
De acordo com a defesa da pasta, a estrutura das perguntas tratava de temas polêmicos, como envolvimento de Bolsonaro com o empresário Daniel Vorcaro e áudios atribuídos ao parlamentar, antes de questionar a intenção de voto.
“O questionário constrói uma progressão: medo eleitoral; comparação Lula x Flávio; fraude financeira; Banco Master; Daniel Vorcaro; conversas vazadas; possível envolvimento direto; impacto sobre voto; enfraquecimento da candidatura; retirada da candidatura. Essa cadeia produz contexto, não mera medição”, sustenta a petição enviada ao tribunal.
Para os advogados, mencionar o suposto envolvimento do senador com o empresário em oito das 48 perguntas configuraria um “claro induzimento” das respostas.
O PL também acusa a pesquisa de deixar de apenas coletar opiniões para passar a atuar como um instrumento de influência.
O PL solicita que o instituto entregue dados detalhados da coleta em até 24 horas, além de pedir a aplicação de multa e que qualquer divulgação futura contenha alertas sobre o caráter "estimulativo" das perguntas.
O CEO do instituto, Andrei Roman, utilizou as redes sociais para rebater as críticas e assegurar a integridade do trabalho realizado. Ele negou que tenha havido qualquer falha na coleta de dados ou na construção das perguntas.
“A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica”, disse.
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