Política
Publicado em 14/04/2026, às 07h40 Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Bernardo Rego
Em comunicado publicado nas redes sociais na segunda-feira (13), o diretório estadual do União Brasil em São Paulo fez uma crítica a uma possível liderança do senador Ciro Nogueira para ser o articulador da futura federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP).
A federação entre as legendas foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no final de março. Em nota assinada elo deputado federal e presidente estadual da sigla, Alexandre Leite, diz que o partido não vai aceitar "ser governado por procuração".
A nota diz que o partido detém respeito pelo senador Ciro Nogueira, mas não vai aceitar "uma presidência que não tenha raízes no solo paulista”.
Segundo a nota, após um período de fortalecimento partidário e atração de novas lideranças durante a janela eleitoral, “o destino de deputados e pré-candidatos” não pode ser tratado como “moeda de troca em acordos de cúpula”.
O União Brasil em São Paulo afirma ainda que, se o impasse não for resolvido, levará o caso à Executiva Nacional e atuará para inviabilizar a aliança.
Confira o comunicado na íntegra:
O União Brasil de São Paulo manifesta seu veemente repúdio a qualquer articulação que pretenda entregar o comando da futura federação a lideranças alheias à realidade e aos desafios do nosso estado, ainda que ao Senador Ciro Nogueira, a quem temos profundo respeito. A política paulista exige protagonismo local, e não aceitaremos ser governados por procuração.
É inaceitável que, após um intenso trabalho de construção partidária e atração de lideranças durante a janela eleitoral, o destino de nossos deputados e pré-candidatos seja tratado como moeda de troca em acordos de cúpula.
O União Brasil de São Paulo é maior do que qualquer arranjo de gabinete e não se sujeitará a uma presidência que não tenha raízes no solo paulista.
O PP estadual e Nacional precisam entender que parcerias se constroem com diálogo e respeito mútuo, e não por meio de tentativas sorrateiras de extorsão. Não permitiremos que o esforço de nossos parlamentares e candidatos seja colocado a serviço de projetos que ignoram as prioridades de São Paulo.
Caso o bom senso não prevaleça, o União Brasil São Paulo levará essa pretensão descabida à Executiva Nacional, e trabalhará para inviabilizar em definitivo qualquer aliança irradiará instabilidade para todo o projeto eleitoral.
Por que um bloqueio em Ormuz pode encarecer combustíveis no Brasil?
Governo de SP anuncia bônus bilionário para educação; veja quem tem direito