Política
Publicado em 14/10/2026, às 11h30 Foto: NOAA Satellites Amanda Ambrozio
O El Niño de 2026 continua ganhando intensidade e já registra temperaturas próximas de recordes históricos no Oceano Pacífico.
Em setembro, as águas da região central do oceano ficaram 2,08°C acima da média, alcançando o segundo maior valor para o mês desde 1950, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Segundo a CNN Brasil, o recorde para setembro permanece com 1997, quando a anomalia de temperatura chegou a 2,15°C acima da média. No monitoramento semanal de outubro, porém, o indicador da região Niño ultrapassou 2,4°C acima do normal, superando os valores registrados em setembro de 2026 e no mesmo mês de 1997.
O aquecimento também chama atenção em outras áreas do Pacífico. Na costa da América do Sul, as águas ficaram 4,5°C acima da média no fim de setembro, o segundo maior valor da série histórica, a apenas 0,1°C do recorde registrado em 1983.
Além dos valores observados em setembro, a série histórica do Inmet aponta que a anomalia de temperatura na faixa central do Pacífico chegou a 3,4°C em outubro. O índice ficou abaixo apenas do pico registrado em dezembro de 1982.
As medições mostram a intensidade do aquecimento das águas oceânicas, uma das principais características do El Niño. O fenômeno ocorre quando as temperaturas da superfície do Pacífico Equatorial ficam acima do padrão histórico por um período prolongado.
O aquecimento altera a circulação atmosférica e interfere na distribuição de calor e umidade pelo planeta. Com isso, pode modificar os padrões de precipitação e temperatura em diferentes regiões, aumentando a probabilidade de eventos climáticos extremos.
No Brasil, os efeitos do El Niño variam conforme a intensidade do fenômeno, a época do ano e as condições atmosféricas regionais.
De maneira geral, o fenômeno costuma favorecer chuvas mais intensas no Sul do país e períodos de seca em partes do Norte e do Nordeste. Também pode contribuir para temperaturas acima da média em diferentes regiões.
Esses efeitos, no entanto, não ocorrem de maneira uniforme. Outros sistemas meteorológicos e as condições observadas em cada estação do ano também influenciam o volume de chuva e a distribuição das temperaturas.
A intensificação do El Niño aumenta a importância do monitoramento das condições oceânicas e atmosféricas.
O acompanhamento dos indicadores permite que os órgãos de meteorologia avaliem possíveis mudanças nos padrões climáticos e atualizem as previsões para os próximos meses.
Embora as temperaturas registradas no Pacífico indiquem um episódio intenso, os impactos sobre o Brasil dependem da evolução do fenômeno e da interação com outros sistemas climáticos.
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