Política
Publicado em 28/06/2026, às 14h07 - Atualizado às 14h08 Foto: Lula Marques/Agência Brasil Amanda Ambrozio
Durante agendas recentes de pré-campanha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou a integrantes de sua coordenação política uma avaliação detalhada sobre o nome da deputada federal Greyce Elias (PL-MG) para ocupar a vaga de candidata a vice-presidente.
Segundo o portal Metrópoles, a parlamentar mineira se junta à deputada Bia Kicis (PL-DF) no grupo de cotadas para o posto.
Aliados de Bolsonaro apontam que Greyce Elias reúne o perfil estratégico buscado pelo partido para equilibrar a chapa.
Entre os principais ativos políticos da deputada estão a representação feminina, a forte conexão com o setor do agronegócio e a base eleitoral em Minas Gerais, estado historicamente decisivo e considerado termômetro para as eleições presidenciais no país.
O nome da deputada mineira foi levado por Flávio Bolsonaro aos líderes do partido, incluindo o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha, e o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
Embora a atuação de Greyce tenha recebido elogios e avaliações positivas quanto ao seu desempenho legislativo, a cúpula do Partido Liberal manifestou discordância quanto à viabilidade de uma "chapa pura", composta apenas por integrantes da própria sigla.
A recomendação predominante entre os conselheiros políticos é de que a vaga de vice seja utilizada como moeda de troca para consolidar alianças com outros partidos do arco de centro-direita.
A estratégia visa expandir o tempo de televisão, capilarizar a militância e atrair novos nichos de eleitores que hoje não estão totalmente alinhados ao núcleo tradicional do bolsonarismo.
Diante da diretriz de buscar composições externas, lideranças sugeriram alternativas filiadas a partidos parceiros, com destaque para nomes do Progressistas (PP).
Um dos nomes é o de Tereza Cristina (PP-MS), defendida por Rogério Marinho, a senadora e ex-ministra da Agricultura possui amplo trânsito no setor produtivo nacional e respeitabilidade técnica, sendo vista como um nome de peso institucional.
Já Sóstenes Cavalcante sugeriu Simone Marquetto (PP-SP), que possui popularidade com o público católico.
Analistas da campanha defendem o descarte de nomes com perfil estritamente ideológico, como o da deputada Júlia Zanatta (PL-SC).
O argumento é que tais perfis se limitam a consolidar um eleitorado que já se encontra naturalmente engajado na pré-candidatura.
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