Política
Publicado em 08/04/2026, às 11h24 Foto: Lula Marques/Agência Brasil Marcela Guimarães
Após deixar o governo de Goiás para disputar a Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) passou a morar em São Paulo (SP).
“Estou morando na casa das minhas filhas”, afirmou à GloboNews na última terça-feira (7), durante evento na capital paulista.
A escolha por São Paulo é pensada. O estado, que concentra o maior colégio eleitoral do país, deve servir como principal base da campanha de Caiado.
Os fatores considerados incluem a facilidade de deslocamento para outras regiões e o fato de abrigar a sede nacional do partido. A agenda do candidato também deve incluir períodos em Brasília (DF).
Caiado oficializou a entrada na corrida presidencial no dia 30 de março, em um evento com aliados na sede do PSD. O anúncio ocorreu semanas após sua filiação à legenda, formalizada em 14 de março, em Jaraguá (GO).
Neste início de pré-campanha, o foco está em aumentar o reconhecimento do nome entre os eleitores.
A equipe aposta na experiência política e na gestão à frente do governo estadual para atrair um público considerado “desiludido”.
Ao lançar a candidatura, Caiado afirmou que a polarização representa um atraso e defendeu que pretende enfrentá-la, inclusive propondo uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro como primeiro ato de um eventual governo.
Para reforçar a imagem, a campanha pretende destacar seus índices de aprovação no governo de Goiás. Segundo a Quaest, o ex-governador tem 88% de aprovação, dado utilizado como argumento.
A definição do candidato a vice ainda está em aberto. Segundo Caiado, o nome escolhido deverá contribuir eleitoralmente, enquanto aliados defendem que a composição também leve em conta o tempo de televisão, que dependerá das alianças.
A construção dessa base deve enfrentar desafios, principalmente diante da presença de outros nomes no campo da direita, como Flávio Bolsonaro (PL). Em maio, o PSD deve iniciar a veiculação de inserções partidárias na TV.
Caiado tem afirmado que está preparado para a disputa e demonstra otimismo com a campanha. Esta é a segunda vez que concorre à Presidência, já que a primeira ocorreu em 1989.
De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada em março, antes da oficialização da candidatura, ele aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, registra 32% contra 44% de Lula.
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