Política
Publicado em 23/10/2026, às 23h28 Foto: Reprodução/TV Globo Marcela Guimarães
O salário mínimo e o poder de compra dos brasileiros foram temas de confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) durante o último debate presidencial antes do segundo turno, realizado nesta sexta-feira (23), pela TV Globo.
Apesar de concordarem com a necessidade de reajustar o piso nacional acima da inflação, os candidatos divergiram sobre os rumos da economia brasileira.
Enquanto o petista destacou a política de valorização salarial adotada pelos governos petistas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro criticou o endividamento das famílias, a carga tributária e as elevadas taxas de juros.
Ao questionar o presidente, o candidato do PL atribuiu à atual política econômica a redução do poder de compra dos trabalhadores e o aumento do custo de vida.
“Hoje é dia 23 de outubro, o mês acabou. O seu salário já acabou? O seu poder de compra foi destruído pela economia?”, questionou o candidato do PL.
Flávio também associou a situação financeira das famílias ao governo federal e cobrou explicações sobre o crescimento das dívidas dos brasileiros.
“Por que você endividou o povo brasileiro desse jeito? Essa bola de neve continua rolando no povo brasileiro”, acrescentou Flávio.
Na sequência, o senador relacionou os gastos públicos às pressões inflacionárias e ao custo do crédito no país: “Nós temos uma das maiores taxas de juros do mundo. É a mesma taxa que reajusta a sua dívida”.
O candidato também citou mudanças na quantidade de produtos comercializados em embalagens de sabão em pó como exemplos da perda do poder de compra dos consumidores.
“Quando você consegue comprar, você está levando menos para a sua casa. Esse é o legado do atual governo”, pontuou.
Em resposta às críticas, Lula ressaltou os reajustes do salário mínimo acima da inflação durante suas gestões e as da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo o presidente, sem essa política, o valor atual do piso nacional seria consideravelmente menor.
“Se não fosse o governo do PT, Lula e Dilma, se a gente não tivesse reajustado o salário acima da inflação, sabe quanto seria o salário mínimo? Seria R$ 900”, disse Lula.
O petista também reafirmou o compromisso de manter a valorização do salário mínimo caso permaneça no governo.
“Nós entendemos que vamos continuar aumentando o salário mínimo e aumentando muito o salário mínimo”, disse.
Apesar de criticar a condução da economia pelo governo federal, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende preservar os reajustes acima da inflação se for eleito presidente.
“Eu vou reajustar o salário mínimo acima da inflação para combater a sua fake news. Eu não vou fazer economia em cima dos mais pobres. Eu vou organizar essa economia para devolver o seu poder de compra”, afirmou.
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