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Em igreja, Caiado destaca relação histórica com evangélicos

Candidato à Presidência destaca a importância do apoio evangélico, que representa 30% do eleitorado brasileiro, em sua campanha  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 08/08/2026, às 16h59   Foto: Reprodução/Redes Sociais   Tatiana Ribeiro

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou neste sábado (8) que sua relação com o eleitorado e com lideranças evangélicas é construída há anos. Durante agenda em São Paulo, o ex-governador de Goiás destacou a existência de uma “parceria muito forte” com o segmento religioso, que representa cerca de 30% do eleitorado brasileiro.

Caiado participou de uma reunião de obreiros da Assembleia de Deus, Ministério do Ipiranga, realizada na Catedral Nacional da Independência, na zona sul da capital paulista.

Após o encontro, o candidato afirmou que a presença das igrejas evangélicas em ações sociais contribuiu para fortalecer sua relação com o setor, especialmente durante o período da pandemia de Covid-19.

“Sempre foi uma parceria muito forte que mantive, até porque nas ações sociais e na ajuda no período também da pandemia, a presença dos evangélicos tem sido fundamental para a governabilidade”, declarou.

Encontro com pastor


Caiado também afirmou que sua visita teve como objetivo encontrar o pastor Alcides Fávaro, receber suas orações e ouvir uma avaliação sobre sua trajetória política e pessoal.

“A vinda minha aqui hoje para visitar o pastor Alcides Fávaro é muito importante para mim, ter as orações dele, como também a avaliação daquilo que é a minha trajetória de vida como político e também como homem temente a Deus”, afirmou.


Disputa pelo eleitorado evangélico


A aproximação de Caiado com lideranças evangélicas ocorre em meio à disputa dos principais candidatos à Presidência pelo apoio desse segmento do eleitorado.

O grupo é considerado relevante para a eleição de 2026 e historicamente tem apresentado forte participação nas disputas nacionais.

A movimentação de Caiado chamou a atenção de setores ligados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que busca consolidar seu apoio entre os eleitores evangélicos e tem nesse público uma de suas principais bases eleitorais na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apoio a pré-candidatura 


Em março, o bispo Samuel Ferreira, presidente executivo da Convenção Nacional das Assembleias de Deus – Ministério de Madureira, declarou apoio à pré-candidatura de Caiado. O anúncio ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do ex-governador e surpreendeu parte das lideranças e dos políticos evangélicos presentes no cenário eleitoral.

A aproximação também está relacionada às articulações políticas em Goiás. Segundo aliados, um dos fatores considerados na escolha foi a relação entre o grupo religioso e a composição política liderada por Caiado no estado.

Naquele período, Ferreira buscava espaço para um aliado na chapa de Daniel Vilela (MDB), candidato apoiado por Caiado ao governo de Goiás. A articulação resultou na indicação do ex-senador Luiz do Carmo (PSD) para a vice-governadoria.

Luiz do Carmo é irmão do bispo Oídes do Carmo, presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos da Assembleia de Deus Madureira em Goiás. O ex-senador também já ocupou a posição de suplente de Caiado no Senado Federal.

Conexões políticas e religiosas


Durante a agenda deste sábado, Caiado citou justamente essas conexões políticas e religiosas para reforçar o argumento de que sua relação com as igrejas evangélicas não é recente.

“Minha ligação com as igrejas evangélicas vem de longo tempo. Meu suplente a senador da República é irmão do bispo Oídes, também da Igreja Madureira do estado de Goiás. Agora também a Igreja Madureira indicou o vice-governador. E nós temos lá também o nosso candidato ao Senado Federal, que já é senador, Vanderlan Caldeira”, afirmou.

A declaração faz parte da estratégia de Caiado de ampliar sua presença em São Paulo e dialogar com diferentes segmentos do eleitorado. O candidato também tem buscado fortalecer alianças políticas e ampliar sua inserção nacional antes do início da campanha eleitoral.

A presença em agendas religiosas se soma a outros movimentos dos candidatos à Presidência para conquistar o eleitorado evangélico, segmento que deve permanecer no centro das articulações políticas durante a disputa eleitoral de 2026.

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